Próxima fase do jogo: a saúde e segurança dos times. Essa premissa comum aos games, além de engajar os funcionários, também enaltece a cultura preventiva, fixando e incorporando as ações em SST efetivas e – por que não? – divertidas no ambiente de trabalho, sem ficar restrito a apresentação de slides e relatórios sisudos.
Por meio do game design é possível adesão e aderência dos profissionais, haja vista que a criação de missões funcionam como motivadores, passando a cumprir objetivos claros, contextualizados, com senso de responsabilidade, sem a necessidade de listas ou regramentos que possam soar como imposições.
Samuel Gonçalves Mordente, instrutor de Formação Profissional do Senai-MG, à Rádio Itatiaia, sugere missões que podem estimular a memória procedimental, ou seja, a mais automática, como observação de riscos e cultura de reporte (near-miss), bem como processos mais elaborados, como a utilização correta e proativa de Equipamentos de Proteção (EPI) e tomada de decisão de forma mais assertiva.
Desenvolver indicadores para verificar o andamento das etapas e acolher a opinião dos funcionários, o famoso feedback, são duas atividades fundamentais, o especialista recomenda. É preciso ter em mente que ao falhar no momento do jogo, o colaborador automaticamente busca estratégias de correção, e precisa de um espaço para reportar o que não foi assimilado.
Cabe a empresa verificar essas falhas, escutar os times e, inclusive, estimula-los a sugerir quais modelagens podem ser empregadas para a dinâmica ser ainda mais colaborativa e aplicável na rotina da empresa.
Games na SST: jogar sem competir
Segundo o Global Customer Loyalty Report 2025, iniciativas com elementos de gamificação, como reconhecimento contínuo e recompensas personalizadas, registram 30% de aumento de engajamento, além de contribuir para retenção de até 25% dos profissionais.
Nara Iachan, cofundadora e CMO da Loyalme, startup especializada em soluções de fidelização, em artigo ao Você RH, frisa que ao inserir tais plataformas que esclarecem aos times os impactos de cada ação no resultado final no ambiente de trabalho, o processo, que muitas vezes pode parecer abstrato, torna-se uma jornada tangível e motivadora.
Para a gestora, gamificar não é apenas uma questão de incentivo, mas de conectar propósito, estratégia e execução, sem esquecer do reconhecimento de cada conquista realizada, a evolução individual e coletiva dos colaboradores, além de criar rankings saudáveis, estabelecendo missões e transformando metas em estímulos.
Ou seja, o jogo não é gerar uma competição, mas incentivar a segurança de todos os atores dentro das organizações.


