O novo episódio do El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, está causando uma comoção global, o que também envolve bombeiros e Defesa Civil brasileiros. Para se ter uma ideia, de acordo com estudos da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA), a transição será considerada “atipicamente veloz e rara”.
Um exemplo é o treinamento interestadual, ocorrido em Arroio do Meio (RS), dos Corpos de Bombeiros Militares do Sul – Santa Catarina (CBMSC), Paraná (CBMPR) e Rio Grande do Sul (CBMRS) –, em que as corporações compartilharam seus protocolos operacionais, fortalecendo a integração entre os estados e ampliando a capacidade de resposta diante de cenários críticos.
Na oportunidade, que envolveu cães de busca e equipes especializadas em desastres, houve um simulado da passagem de um ciclone extratropical fictício, denominado Aratimbó, que teria atingido o Vale do Taquari com ventos de até 200 km/h e chuvas intensas.
Simulação de deslizamentos de terra, resgate de vítimas presas em escombros e uso de técnicas como a Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas (BREC, mais neste link) foram destaque na operação simulada. “O treinamento está alinhado às projeções climáticas para os próximos meses e reforça a importância da preparação constante das equipes de emergência”, salientou, ao Jornal Correio do Norte, o subcomandante-geral do CBMSC, coronel Jefferson de Souza.
Ações governamentais no combate ao El Niño
Governos pelo país estão também intensificando medidas de preparo para esse evento climático. No Mato Grosso do Sul, desde o início de junho, foi decretado estado de emergência ambiental por 180 dias em todo o território por conta condições climáticas extremas que aumentam o risco de incêndios florestais. De acordo com Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), o El Niño deve diminuir as ondas de frio e causar ondas de calor no inverno, entre os dias 21 de junho e 22 de setembro, sendo que a estação também deverá ser mais quente que o inverno de 2025.
“O El Niño pode trazer temperaturas mais elevadas, excesso de chuva em algumas regiões e irregularidade climática. É difícil prever exatamente como isso ocorrerá. O que sabemos é que haverá impactos e precisamos estar preparados”, frisou o governador do MS, Eduardo Riedel (PP), ao Midiamix.





