O trabalho do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) envolve, essencialmente, a proteção das pessoas e são elas que também se voluntariam para ajudá-los nas mais diversas ocorrências, o que forma uma corrente a favor de todos os envolvidos.
Uma das iniciativas é o programa Samuzinho, presente em alguns estados e cidades, promovidos especialmente pelas secretarias municipais de saúde, e tem como propósito orientar sobre prevenção de acidentes, como engasgos, fogo e afogamentos, a maneira correta de acionar esses serviços e o papel de cada cidadão na promoção da saúde e da segurança.
Apoio do Samu
Em Ribeirão Preto (SP), as atividades se iniciaram em 2011, capacitando anualmente o público entre 8 e 13 anos, de forma lúdica e descomplicada, inclusive trajando o uniforme que esses profissionais vestem durante o trabalho. Noções de primeiros-socorros e demonstrações educativas estão na formação do curso, que conta, como citado, com a colaboração bombeiros e outros profissionais, de utilização de equipamentos, o que inclui as ambulâncias.
Em números, desde sua criação, 1.232 crianças e adolescentes passaram pelo programa e também há o estímulo de participação de pais e responsáveis (que realizam o cadastro das crianças para o curso), que ao acompanharem as dinâmicas, se tornando multiplicadores das rotinas de prevenção no cotidiano e se preparam para agir em emergências, como incêndios domésticos e em ambientes aquáticos.
De acordo com uma das instrutoras, a enfermeira e coordenadora Wislaine Carabolante, tais eventos têm a proposta de reforçar a responsabilidade coletiva e preventiva. “Nosso objetivo é proporcionar um momento de aprendizado prático, fortalecendo o conhecimento em primeiros socorros e a conscientização sobre segurança”, endossa.
Aprendizado lúdico
No Piauí, a ação é voltada a crianças de 6 a 12 anos, com o foco inclusive no funcionamento do serviço em detalhes. A iniciativa tem como objetivo capacitar os pequenos para que se tornem disseminadores de informações que podem salvar vidas.
A duração do curso é de três meses, com aulas quinzenais e ao término, uma cerimônia de formatura e entrega de certificados aos participantes. “Nesta edição, reservamos vagas para neurodivergentes, reforçando nosso compromisso com a inclusão social. Queremos promover isso e fortalecer a responsabilidade social”, comemora Isabel Cavalcante, coordenadora do Núcleo de Educação em Urgência (NEU) do Samu, em Teresina.
Já no Ceará, a ideia é ensinar as crianças (também entre 6 e 12 anos) por meio da diversão, mas também tratando de assuntos sérios como os trotes (assunto, aliás, já falado aqui em Cipa & Incêndio). Para tanto, a criançada conhece a Central de Regulação de Urgências do Samu, inclusive como são registradas as ocorrências recebidas pelas estações de atendimento telefônico.
“São momentos de muita alegria e aprendizado. É importante levar o conhecimento às crianças e mostrar como devem agir em situações de urgência, saber o número que devem acionar, para quando precisarem, chamarem nossa equipe”, frisa Nilson Mendonça Filho superintendente do Samu 192 Ceará.


