O trabalho com roçadeiras exige não apenas a atenção ao manusear essa ferramenta motorizada usada para cortar gramas altas em setores como zeladoria de praças e parques, e em regiões rurais, mas também preparo para checagem das condições desse aparelho, como lâminas e demais mecanismos, e utilização de Equipamentos de Proteção (EPI) adequados, especialmente para evitar lesões severas nos membros inferiores, principal causa de acidentes.
Na Paraíba, por exemplo, um trabalhador teve as duas pernas amputadas, no município de São Miguel de Taipu, na Zona da Mata paraibana. De acordo com a TV Correio, a ferramenta atingiu ambas na altura da tíbia e após socorro para o Hospital de Trauma de João Pessoa, a pessoa ficou internada e em estado de saúde estável.
Além das amputações, lesões como fraturas, cortes, lacerações, machucados em partes sensíveis como pele e olhos, pelo lançamento de folhas e gramíneas cortadas. É recomendado vestimentas reforçadas, uso de luvas, óculos ou barreira protetora para visão, e protetores auditivos, por conta de ruídos e vibrações emitidos na operação.
NRs que abrangem roçadeira
As Normas Regulamentadoras que regem essa função envolvem principalmente as máquinas, como a NR-12 (Segurança em Máquinas e Equipamentos) e NR-31 (Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura e Pecuária).
Segundo a NR-12, é mandatório que os equipamentos, em sua estrutura, possuam dispositivos de proteção contra o arremesso de materiais sólidos (6.8.1); e caso tenham a possibilidade que ofereçam risco de ruptura de partes ou ainda projeção de peças ou material em processamento, como particulados provenientes do corte de vegetação, por exemplo, é fundamental protocolos de proteção individual e coletiva (6.8).
Capacitação e entrega de EPI
Vale lembrar que a roçadeira, disponível em modelos portáteis (costal) ou acoplada a tratores para uso agrícola, podendo ser com motor a gasolina, elétrico ou a bateria, também estabelece ao operador o conhecimento técnico de manutenção, o que também mitiga riscos, como pane ou quebra de peças, que podem se soltar.
Para tanto, prefeituras promovem ações de treinamento para esse fim. Em Minas Gerais, duas ações ocorram neste mês. Em João Monlevade, um curso de operação e manutenção foi promovido Parque do Areão Leonardo Diniz Dias (Numear), por meio de parceria entre prefeitura, por meio da Fundação Municipal Parque do Areão e Áreas Verdes, em parceria com o Sindicato dos Produtores Rurais (SPR) de Alvinópolis e o Sistema Faemg/Senar.
Na atividade (mais informações), os participantes receberam orientações sobre EPIs, identificação de componentes da roçadeira e suas funções, lubrificantes, combustíveis e a preparação correta da mistura de óleo dois tempos (2T), bem como descarbonização, inspeção dos sistemas de alimentação, elétrico, transmissão e partida, cuidados com o mecanismo de corte.
Já em Campina Verde, a prefeitura, por meio do Departamento de Saúde e Segurança do Trabalho, entregou EPIs aos servidores responsáveis por esse trabalho e orientações de boas práticas. “Os EPIs são indispensáveis, no entanto, a eficácia depende do uso correto e contínuo por cada trabalhador. Mais do que fornecê-los, é fundamental conscientizar, garantindo mais segurança, saúde e qualidade de vida ao trabalhador”, frisa o comunicado.
Foto: Prefeitura de João Monlevade (MG)




