O Brasil registrou o maior número de acidentes e mortes no trabalho, atingindo a marca histórica de 806.011 acidentes e 3.644 óbitos, segundo dados da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Painel Oficial MTE.
No acumulado entre 2016 e o período recente, o País soma 6,4 milhões de ocorrências e 27.486 mortes, gerando um impacto de mais de 106 milhões de dias de trabalho perdidos por afastamentos temporários.
Diante deste panorama de alto impacto humano e financeiro para os ambientes de negócios, a Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional (Abralimp) alerta para a urgência de elevar os protocolos de biossegurança por meio do uso rigoroso e correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).
“Os trabalhadores enfrentam diariamente riscos ocupacionais multifatoriais, que vão desde a exposição crônica a agentes químicos concentrados até o contato com patógenos biológicos em áreas de alta circulação”, ressalta Luciana Silveira, diretora da Câmara Setorial de Prestadores de Serviços da Abralimp.
Entre os equipamentos indispensáveis para evitar os riscos na rotina de limpeza e higienização técnicas, destacam-se, de acordo com a entidade:
- Luvas impermeáveis: Essenciais para a manipulação segura de saneantes e proteção contra umidade e agentes biológicos, variando o material (nitrílica, látex ou vinil) de acordo com o tipo de operação.
- Aventais impermeáveis e/ou uniformes: Barreiras fundamentais para evitar o contato direto de substâncias ou respingos com a pele do operador.
- Botas de segurança com solado antiderrapante: Item crítico para a prevenção de quedas e escorregões, que figuram entre as principais causas de lesões em pisos molhados, além de oferecer proteção contra a umidade constante.
- Óculos de proteção e máscaras respiratórias: Necessários em diluições de químicos voláteis ou em ambientes com dispersão de partículas e aerossóis, protegendo as mucosas contra queimaduras e intoxicações.
Conformidade legal e a cultura de prevenção
A correta implementação desses insumos esbarra diretamente na conformidade com as Normas Regulamentadoras do governo federal. A NR-1 (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais) estabelece o papel mandatório das organizações em implementar medidas preventivas e fornecer a devida informação aos trabalhadores. Já os conceitos da NR-32 (voltada à segurança e saúde em serviços de saúde) são cada vez mais estendidos de forma analítica para o ambiente corporativo geral, uma vez que a biossegurança em escritórios, shoppings e indústrias compartilha dos mesmos princípios de controle de contaminação cruzada.
“O fornecimento do EPI isolado cumpre apenas um requisito formal da legislação. Sem o fator humano treinado para entender o tempo de contato dos produtos, as técnicas de desinfecção e o descarte seguro, o risco operacional e jurídico permanece elevado”, informa a diretora da Câmara Setorial de Prestadores de Serviços da ABralimp.
Para responder a essa demanda por qualificação e auxiliar o mercado a mitigar os índices de sinistros, a UniAbralimp — braço educacional da ABRALIMP — disponibiliza em sua grade técnica o curso especializado “Segurança Do Trabalho/NR-1/NR-32”. Ministrado por especialistas do setor, o treinamento aborda de forma profunda as diretrizes de riscos ocupacionais, preparando gestores de facilities, engenharia de manutenção e técnicos de segurança para estruturarem rotinas biologicamente seguras e em total alinhamento com a legislação vigente.




