Home SST - Revista CIPA Audição em risco: vencendo o “ruído da cultura”

Audição em risco: vencendo o “ruído da cultura”

Avanços tecnológicos e revisões normativas sinalizam progresso na conservação auditiva, mas o principal desafio reside em vencer a cultura do ‘estou acostumado’ — exigindo diálogo, técnica integrada e maior rigor na fiscalização. Comprometidos com esses propósitos, fabricantes investem em equipamentos que unem conforto, desempenho e tecnologia

Por Carol Gonçalves

 

A perda auditiva induzida por ruído representa um agravo relevante entre trabalhadores brasileiros, embora os registros oficiais ainda subdimensionem a real magnitude do problema. Em 2024, apenas 40 casos foram oficialmente reconhecidos como relacionados ao trabalho entre 65 milhões de segurados, enquanto estimativas indicam que mais de 3 milhões de pessoas podem ter algum grau de comprometimento auditivo por exposição contínua ao ruído. 

Enquanto especialistas alertam para a urgência de diagnósticos mais precisos e ampliação dos programas de conservação auditiva, fabricantes investem em Equipamentos de Proteção Auditiva (EPAs) que unem conforto, desempenho e tecnologia. A atualização das normas e o avanço na certificação desses dispositivos sinalizam um novo momento para o mercado e para a cultura de prevenção nas empresas, que ainda enfrentam desafios de adesão e conscientização.

Modelo de normatização

Entre as normas que regem o uso e a fabricação dos EPAs no Brasil estão a NR-1, que define as obrigações básicas de reconhecimento e gerenciamento dos riscos físicos, e a NR-6, que especifica os requisitos para fornecimento, uso e certificação dos Equipamentos de Proteção Individual. Já a NR-7 estabelece o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), que inclui o monitoramento audiométrico dos trabalhadores, e a NR-9 trata do Gerenciamento dos Riscos Ambientais, entre eles o ruído. A NR-15, por sua vez, define os limites de tolerância à exposição, fixando 85 dB(A) para uma jornada de 8 horas, com ajustes conforme o tempo de exposição.

No campo técnico, a ABNT NBR 16077 é a principal referência, pois define o método para estimar o nível de pressão sonora efetivo na orelha protegida, considerando a atenuação do protetor. O valor de desempenho usado no país é o NRRsf (Noise Reduction Rating Subject Fit), obtido por meio de ensaios laboratoriais com usuários inexperientes, garantindo um parâmetro de atenuação realista.

Além disso, o Brasil adotou recentemente um novo modelo de certificação de EPIs, que passou a contemplar protetores auditivos com tecnologia ativa de cancelamento de ruído, antes testados apenas com o sistema eletrônico desligado. Apesar do avanço, ainda há lacunas regulatórias, como a ausência de obrigatoriedade do fit test individualizado, já previsto em diretrizes técnicas internacionais. 

Diagnóstico preciso

O diagnóstico de Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados (PAINPSE) se baseia na audiometria tonal limiar, ainda considerada o padrão-ouro, e deve ser confirmado pelo histórico ocupacional e pela exclusão de outras causas. “A perda auditiva induzida por níveis elevados de pressão sonora não depende apenas do ruído em si. Fatores como tempo de exposição, suscetibilidade individual, doenças sistêmicas — como diabetes e hipertensão — e até infecções no ouvido podem acelerar a deterioração da audição”, explica a médica do trabalho e otorrinolaringologista Dra. Jene Greyce Oliveira da Cruz.

Segundo a especialista, a precisão do diagnóstico exige acompanhamento sistemático e a interpretação correta dos resultados audiométricos à luz do ambiente ocupacional. “Sem conhecer o tempo e as condições de exposição, o diagnóstico perde validade. É fundamental compreender o nexo causal para garantir a caracterização adequada da perda auditiva relacionada ao trabalho”, completa.

Dra. Jene Greyce Oliveira da Cruz, médica do trabalho e otorrinolaringologista – Foto: Arquivo pessoal

 

Além dos efeitos auditivos, o ruído contínuo pode levar ao desenvolvimento de ansiedade, estresse e depressão, distúrbios do sono, dores de cabeça, fonofobia e queda de concentração. Ou seja, a perda auditiva vem acompanhada de sintomas emocionais e cognitivos, que afetam tanto a produtividade quanto a qualidade de vida. A médica reforça que programas de conservação auditiva devem ser integrados à saúde mental e ao bem-estar, com monitoramento clínico contínuo.

Gestão do risco de ruído

A redução do ruído na fonte, por meio de medidas coletivas e de engenharia, deve ser sempre a prioridade em qualquer ambiente de trabalho, independentemente do setor. “A indústria de transformação concentra a maior exposição ocupacional, mas o ruído urbano também representa um risco crescente”, afirma o pesquisador e docente em SST Remígio Todeschini, diretor de Conhecimento e Tecnologia da Fundacentro.

Remígio Todeschini, diretor de Conhecimento e Tecnologia
da Fundacentro – Foto: Arquivo pessoal

Mas antes de qualquer medida de controle, é importante compreender e quantificar o risco. A avaliação do ruído em ambientes industriais exige uma abordagem criteriosa seguindo o tripé “Reconhecimento, Avaliação e Controle dos Riscos (RAC)”, previsto na NR-9 e reforçado pela NR-1.

Embora as normas priorizem medidas de engenharia, o uso de protetores auditivos continua indispensável quando o controle na fonte não é suficiente. É o que comenta o engenheiro de segurança do trabalho Leonídio Francisco Ribeiro Filho, presidente da Organização Brasileira das Entidades de Segurança e Saúde no Trabalho (OBESST) e da AISOHMEX-BR, além de coordenador do Congresso Brasileiro de Segurança e Medicina do Trabalho (COBRASEMT).

Leonídio Francisco Ribeiro Filho, presidente da OBESST e da AISOHMEX-BR – Foto: Arquivo pessoal

Ele explica que a eficácia do equipamento depende de um conjunto de fatores interligados — certificação, conforto, aceitabilidade, inteligibilidade, durabilidade, custo, facilidade de colocação e higiene — os chamados “11 mandamentos da eficácia”. A ausência de qualquer um desses elementos pode comprometer a proteção real do trabalhador.

Como escolher

A escolha do EPA deve considerar não apenas a intensidade do ruído, mas também as condições reais de uso. O ponto de partida é o nível de atenuação necessário: um protetor que reduz menos do que o adequado não protege de forma eficiente, enquanto o excesso de isolamento pode gerar desconforto e dificultar a percepção de sons de alerta — fator essencial para a segurança operacional.

Segundo o engenheiro Rafael Gerges, diretor técnico do Laboratório de Análise de Ruído, Vibração e Equipamentos de Proteção Individual (LAEPI), secretário da Comissão de Proteção Auditiva do CB-32 e membro da National Hearing Conservation Association dos Estados Unidos, o equilíbrio entre proteção e conforto é o que garante o uso contínuo e eficaz do protetor. “Materiais macios e formatos anatômicos aumentam a aceitação e reduzem a fadiga ao longo da jornada”.

Rafael Gerges, diretor técnico do LAEPI e secretário da Comissão de PA do CB-032 – Foto: Arquivo pessoal

A compatibilidade com outros equipamentos de proteção, como capacetes, respiradores e óculos, é outro ponto crítico. Interferências entre esses itens podem comprometer a vedação e reduzir a eficiência do sistema de proteção, principalmente nos modelos tipo concha. Gerges reforça também a importância da higienização: “A limpeza correta evita contaminações e prolonga a vida útil do equipamento, o que contribui diretamente para a segurança e para a adesão do trabalhador”.

Para o engenheiro Ribeiro Filho, a eficácia depende da escolha técnica e do uso correto. “Um protetor pode ter alto desempenho no laboratório, mas se não for confortável, compatível e aceito pelo trabalhador, perde o seu propósito.” A decisão, portanto, deve ser baseada em parâmetros de desempenho, conforto e aceitabilidade, garantindo proteção efetiva e adesão espontânea ao uso.

Avanços e tendências tecnológicas

Os avanços recentes em design, materiais e desempenho acústico elevaram o padrão da proteção auditiva no país. Espumas viscoelásticas, conchas anatômicas e novos polímeros permitiram alcançar melhor vedação, conforto prolongado e maior aderência ao uso. “Os progressos na ergonomia e nos materiais têm permitido oferecer mais conforto sem perder eficiência acústica — fator essencial para a segurança e para a adesão do trabalhador”, diz Gerges.

A inovação, porém, vai além dos materiais. O setor vive uma fase de transformação digital, em que proteção e conectividade se complementam. Tecnologias como o cancelamento ativo de ruído (ANC) neutralizam sons de baixa frequência — como motores e ventilação —, reduzindo a fadiga auditiva. Já os sistemas de comunicação integrada permitem que o trabalhador permaneça protegido sem perder a percepção sonora do ambiente ou a capacidade de interação com a equipe.

De acordo com Rafael Pol Fernandes, engenheiro de Aplicação da Divisão de Segurança Pessoal da 3M para a América Latina e coordenador da Comissão de Estudos de Protetores Auditivos do CB-032, a nova geração de protetores deve reunir diversidade e inteligência. Ele explica que os modelos eletrônicos modernos captam os sons do ambiente e os reproduzem dentro das conchas em volume seguro, permitindo que o trabalhador ouça o que importa — a voz de um colega, um alarme —, mas de forma segura.

Rafael Pol Fernandes, engenheiro da 3M para a AL e coordenador do CB-032 – Foto: Arquivo pessoal

A conectividade sem fio, segundo o especialista, é uma tendência irreversível, com protótipos que se conectam a rádios e dispositivos Bluetooth, possibilitando comunicação direta entre equipes, o que amplia a eficiência operacional e reduz riscos.

Além dos dispositivos eletrônicos, o setor também evolui em padronização e gestão técnica. “O Guia de Diretrizes e Parâmetros Mínimos para a Construção e Implementação de um Programa de Conservação Auditiva, publicado pela Fundacentro em 2018, é um material essencial para quem busca estruturar um Programa de Conservação Auditiva (PCA) eficaz e baseado em padrões técnicos reconhecidos”, acrescenta Fernandes, que integrou o grupo responsável pela elaboração do guia.

Perspectivas e gestão da proteção auditiva

Mesmo com o avanço tecnológico, o ritmo das inovações ainda contrasta com a dimensão do setor no Brasil. Os protetores auditivos correspondem a menos de 1% de todos os EPIs comercializados no país, segundo os Indicadores do Mercado Brasileiro de EPIs 2023, publicados pela Associação Nacional da Indústria de Material de Segurança e Proteção ao Trabalho (Animaseg). “Isso revela um enorme espaço de crescimento, especialmente à medida que aumenta a conscientização sobre os danos irreversíveis da exposição ao ruído”, destaca Gerges.

Ele compara o cenário nacional ao de países como Estados Unidos e Canadá, onde a cultura de prevenção está mais consolidada e o consumo é proporcionalmente muito maior. “Para que o Brasil acompanhe essa evolução, é preciso investir em programas de conservação auditiva, campanhas educativas e no fortalecimento das normas técnicas, para que o uso do protetor auditivo seja parte natural da segurança do trabalho e não apenas uma exigência legal”, comenta o engenheiro do LAEPI.

Para Fernandes, esse amadurecimento também passa por uma mudança na forma como as empresas encaram a gestão de riscos e o registro de suas ações. “Quanto mais documentada e estruturada tecnicamente estiver a empresa, com registros de entrega, treinamentos, medições e ações de controle, mais protegida ela estará de possíveis questionamentos”, explica.

O engenheiro da 3M diz que o estabelecimento do nexo causal entre a exposição ao ruído e a perda auditiva é um dos pontos mais sensíveis da segurança ocupacional. “Um programa de conservação auditiva bem implementado comprova o compromisso real com a saúde do trabalhador e reduz o risco de passivos trabalhistas, além de evitar interpretações injustas em casos em que o dano não está diretamente relacionado à atividade profissional”, acrescenta.

Treinamento, conforto e escolha participativa

A adesão ao uso dos protetores auditivos depende tanto do conforto quanto do envolvimento do trabalhador no processo de escolha. O desconforto continua sendo uma das principais causas de rejeição — especialmente nos modelos tipo concha, que exigem pressão adequada das hastes e das almofadas. “Quando o trabalhador participa da escolha do protetor, ele se sente responsável por usá-lo. É um gesto simples que gera engajamento e melhora a proteção”, reforça Leonídio Ribeiro Filho.

Ele recomenda que os testes práticos de conforto façam parte da rotina de seleção, com o apoio da medicina do trabalho e da fonoaudiologia. Essa prática aumenta a aceitação e permite ajustar o tipo de protetor à jornada de uso e às condições de cada ambiente.

A capacitação também é peça central. “Treinamento não pode ser enlatado. Deve falar a língua do trabalhador, considerar sua realidade e mostrar, na prática, por que vale a pena usar o protetor”, explica. O especialista defende que o convencimento é mais eficaz do que a imposição — quando o trabalhador entende o benefício, tende a manter o uso espontaneamente.

A Dra. Jene complementa que a resistência ao uso do protetor é multifatorial — envolve desconforto, sensação de isolamento e desconhecimento dos riscos. “O treinamento deve ser prático e contínuo, mostrando os efeitos reais do ruído sobre a audição. Quando o trabalhador entende o impacto e participa das medições, ele se engaja”, afirma.

Para ela, o feedback regular do SESMT sobre os níveis de ruído e os resultados das audiometrias é um fator de motivação e confiança que amplia a adesão ao uso dos EPAs.

Desafios culturais e conscientização

A resistência cultural ainda é um dos maiores obstáculos para a prevenção da perda auditiva. Ribeiro Filho relata casos em que, mesmo diante de ruídos intensos, trabalhadores afirmam estar “acostumados” ao barulho — um sinal claro de perda de sensibilidade auditiva. Ele também menciona barreiras gerenciais e sindicais que, por desconhecimento, dificultam a adoção de medidas corretivas.

“O maior desafio é treinar de modo que o trabalhador realmente acredite no valor da proteção auditiva. A prevenção é um encontro entre a consciência do profissional e a confiança do trabalhador”, salienta.

Segundo o engenheiro, essa relação de confiança é o alicerce da segurança real. Ele compara o processo a um diálogo entre iguais: o profissional técnico traz o conhecimento, e o trabalhador oferece sua experiência prática. “Devemos lembrar que o autor principal de todo sistema de controle de ruído é o trabalhador. Só com sua percepção e participação é possível vencer o ruído.”

Reflexão e compromisso profissional

Na visão de Leonídio Ribeiro Filho, o avanço da proteção auditiva no Brasil depende de dois fatores: a valorização da técnica e a aplicação rigorosa das normas. Ele defende maior fiscalização e uma postura mais ativa das empresas na implementação dos Programas de Conservação Auditiva (PCAs).

“O controle do ruído depende da técnica, da competência e, sobretudo, da habilidade humana de transformar conhecimento em segurança”, resume o engenheiro.

Para Ribeiro Filho, um ambiente de trabalho mais seguro também é um ambiente mais produtivo — mas isso só será possível quando houver uma aplicação efetiva das Normas Regulamentadoras. “Enquanto não houver pressão legal para o cumprimento das NRs, continuaremos tratando o ruído como um problema secundário”, alerta.

Ele ressalta ainda que o desafio vai além da estrutura normativa: envolve a formação e a capacitação dos profissionais de segurança e saúde no trabalho. “A qualidade dos cursos e a competência técnica são fundamentais para transformar o conhecimento em proteção real”, afirma.

A Dra. Jene também salienta o papel central do médico do trabalho na prevenção. “O PCA é o coração da conservação auditiva. Cabe ao médico acompanhar exames, educar trabalhadores e propor medidas conjuntas com a engenharia de segurança”, explica.

A médica destaca que o trabalho integrado entre profissionais técnicos e clínicos fortalece a cultura de prevenção. “O trabalhador precisa ser protegido por uma rede técnica e humana. A prevenção não é apenas norma — é cuidado”, salienta.

Por fim, Ribeiro Filho critica a priorização do adicional de insalubridade em detrimento da prevenção, lembrando que o verdadeiro investimento deve estar na educação e no controle dos riscos. “O trabalhador tem o direito de saber, e o profissional e o empregador têm o dever de informar. Esse é o princípio que sustenta a engenharia de segurança”, conclui.

De fato, quando engenharia, medicina e gestão atuam de forma integrada, o resultado é mais do que a redução de índices de perda: é a preservação da escuta, da comunicação e da qualidade de vida no trabalho.

Sinais de alerta para encaminhamento especializado

O médico do trabalho deve encaminhar o trabalhador ao otorrinolaringologista ou a outro especialista sempre que, na anamnese ocupacional, forem identificados sinais ou sintomas que possam estar associados à perda auditiva ou atuar como causas secundárias. Entre os principais indícios, destacam-se:

• Zumbido persistente, com ou sem episódios de tontura;

• Sensação de pressão ou desconforto nos ouvidos;

• Infecções recorrentes de orelha externa ou média;

•Dificuldade para compreender a fala em ambientes ruidosos, indicando possível alteração de discriminação auditiva e necessidade de avaliação para prótese auditiva;

•Alterações em audiometrias sequenciais, como queda de limiares ou entalhe em 4 kHz;

•Doenças sistêmicas — diabetes, hipertensão e cardiovasculares — refratárias ao tratamento convencional;

• Insônia crônica e cefaleia persistente;

• Distúrbios psicológicos, como ansiedade, estresse e fonofobia.

Fonte: Dra. Jene Greyce Oliveira da Cruz, médica do trabalho e otorrinolaringologista

 

PRODUTOS

Destaques no mercado

3M

A linha de proteção auditiva da 3M reúne plugues de inserção moldáveis e reutilizáveis, protetores tipo concha e os comunicadores eletrônicos da linha 3M™ PELTOR™, que combinam isolamento acústico e comunicação em ambientes ruidosos. Os produtos são desenvolvidos com materiais hipoalergênicos, diferentes formatos e níveis de atenuação, atendendo a múltiplas necessidades e garantindo conforto e segurança ao usuário. Entre as inovações recentes, destacam-se os sistemas eletrônicos integrados aos protetores tipo concha, que permitem conversas pessoais, conexão com rádios de comunicação e percepção situacional sem comprometer a proteção. Além do desenvolvimento de produtos, a empresa oferece ferramentas técnicas e educacionais para apoiar a gestão auditiva nas empresas. O sistema 3M™ E-A-Rfit™ Dual-Ear Validation permite medir a atenuação real obtida por cada trabalhador, considerando a interação com outros EPIs, como óculos ou respiradores. A 3M também realiza treinamentos presenciais e online, fornece materiais educativos por meio do Centro de Conservação Auditiva, e apoia a implementação de programas de conservação auditiva em diferentes setores. Segundo Rafael Pol Fernandes, engenheiro de Aplicação da Divisão de Segurança Pessoal, “a eficácia do protetor auditivo depende tanto da tecnologia quanto do uso correto — por isso, investimos em capacitação e validação individual, para que cada trabalhador esteja realmente protegido”.

 

DELTA PLUS

Tecnologia, desempenho e conformidade se unem na linha de proteção auditiva desenvolvida pela Delta Plus Brasil, que atende às normas ABNT NBR 16076, EN 352 e ANSI S3.19. A empresa reúne soluções para diferentes perfis de exposição sonora, com protetores de inserção, modelos tipo concha com arco e versões para acoplamento em capacetes de segurança. Entre os destaques estão o CONIC, feito em espuma de PU moldável, que oferece adaptação anatômica e conforto prolongado, e a linha INTERLAGOS, com diferentes níveis de atenuação e kit de reposição que amplia a durabilidade do produto. Os modelos MAGNY COURS 2, SPA3, MAGNY HELMET 2 e SUZUKA 2 também se sobressaem pela ergonomia e compatibilidade com os capacetes da marca, formando um sistema integrado de proteção auditiva. Segundo Manuela Almada, especialista em produtos da Delta Plus Brasil, “a proteção auditiva precisa ir além do equipamento — envolve orientação técnica, acompanhamento e proximidade com o usuário”. Por isso, a empresa mantém consultoria em campo, análise de desempenho, treinamentos pós-venda e participação em eventos especializados, garantindo suporte completo desde a escolha até o uso contínuo dos EPAs.

 

LIBUS

Reunindo tecnologia, conforto e suporte técnico especializado, a LIBUS oferece protetores auriculares e abafadores desenvolvidos com materiais hipoalergênicos, design leve e sistemas de ajuste preciso, voltados à proteção em longas jornadas de trabalho. Entre as soluções mais recentes estão os fones com tecnologia de cancelamento ativo de ruído (ANC) e os abafadores com conectividade Bluetooth, que permitem comunicação segura em ambientes ruidosos sem comprometer a atenuação sonora. Além do desenvolvimento de produtos, a LIBUS mantém treinamentos técnicos e serviços de apoio à gestão de EPIs, oferecendo ferramentas que auxiliam empresas na seleção, uso, manutenção e monitoramento da durabilidade dos equipamentos, fortalecendo a cultura de segurança e a eficiência na proteção auditiva.

 

POLYMER

A Polymer oferece uma linha de protetores auriculares tipo concha voltada à segurança em diferentes ambientes industriais, além do abafador Thor, projetado para oferecer maior robustez e atenuação sonora eficiente, combinando materiais resistentes e conforto ergonômico para uso prolongado. A empresa acompanha as tendências do setor e observa a incorporação gradual de tecnologias de abafamento ativo de ruído, já presentes em soluções industriais de alta performance. Além do desenvolvimento de produtos, a Polymer mantém suporte técnico permanente aos clientes, com canais digitais para atendimento e orientação sobre seleção, uso e manutenção dos equipamentos. O chatbot inteligente, os catálogos atualizados e as fichas técnicas detalhadas auxiliam na gestão e reposição dos EPAs. “Assim, asseguramos que cada cliente tenha acesso a informações essenciais sobre os equipamentos, facilitando a seleção correta, a manutenção preventiva e o melhor aproveitamento do investimento em segurança”, declara Augusto Silva, assistente de marketing.

 

PROMETAL

A Prometal EPIs oferece um portfólio completo de Equipamentos de Proteção Auditiva (EPAs) voltado a diferentes ambientes e níveis de exposição. A empresa trabalha com marcas de referência, como 3M, MSA e Caper, reconhecidas pelo alto desempenho, conforto e conformidade com as normas técnicas. Entre os principais produtos, estão protetores auriculares de espuma com vedação eficiente, modelos reutilizáveis com cordão e abafadores tipo concha com ajustes ergonômicos ou para acoplamento em capacetes. “Nosso trabalho vai além da venda — buscamos orientar o cliente desde a escolha do produto até o uso e manutenção corretos, garantindo proteção efetiva e melhor aproveitamento dos recursos”, diz André L. Britto, gerente comercial. A empresa oferece atendimento consultivo alinhado às análises de risco e aos programas de saúde ocupacional, além de treinamentos práticos, orientações sobre higienização e prazos de troca e suporte para a gestão de reposição dos equipamentos.

 

ULTRA MASTER PLUG

No portfólio de proteção auditiva, a Ultra Master Plug destaca os protetores em copolímero, em cores diversas, com ou sem cordão de algodão PVC, solução que busca equilibrar conforto e vedação ao longo da jornada de trabalho. A empresa segue investindo em engenharia de materiais para aprimorar desempenho acústico e usabilidade em protetores auriculares e abafadores, além de atuar em linhas com cancelamento ativo de ruído conforme a demanda do mercado. “Nossa principal missão é oferecer proteção real com conforto, desenvolvendo soluções que incentivem o uso contínuo do equipamento e aumentem a segurança do trabalhador”, afirma Cauê Maineti, diretor de Novos Negócios. No suporte ao uso correto, a UMP mantém ações de capacitação para lojistas e equipes técnicas (vendedores e profissionais de SST), voltadas à seleção adequada, ajuste, higienização e manutenção dos EPAs, com o objetivo de elevar a proteção efetiva em campo.

 

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