O segundo semestre no Brasil será de seca extra e risco para queimadas. É o que aponta os dados do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), há 70% de probabilidade do fenômeno El Niño (confira conteúdos especiais em CIPA & Incêndio) seja forte neste ano, que terá como consequências em diferentes regiões do país, de chuvas intensas a irregulares, além de alta disposição para incêndios florestais.
Segundo reportagem da CNN, o país está investindo em ações estratégicas, como a contratação de brigadistas federais em 2026: serão 4.385 profissionais atuantes, sendo 2,6 mil do Ibama e 1.785 do ICMBio, aumento de 26% em relação ao ano de 2024.
Estima-se também um incremento do Fundo Amazônia, que passa a apoiar ações preventivas e combate a incêndios em estados fora da Amazônia, como no Cerrado e Pantanal, bem como foram aprovados R$ 150 mi aos Corpos de Bombeiros Militares e brigadas de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Piauí e Distrito Federal, informa a matéria.
Orientações para combate aos riscos
Localmente, estratégias de contingência, prevenção e combate também estão sendo articuladas. Em Santa Fé do Sul (SP), o foco é na conscientização por parte das pessoas, por meio de iniciativas educativas e orientação sobre cuidados para evitar o risco de queimadas, especialmente em períodos como as Festas Juninas.
“Grande parte dos incêndios em vegetação poderia ser evitada com atitudes simples da população. Não jogar bitucas de cigarro em áreas com vegetação, não realizar queimadas e não soltar balões são medidas fundamentais para proteger vidas, o meio ambiente e o patrimônio das famílias”, disse, ao Informa Mais, o comandante do Corpo de Bombeiros de Santa Fé do Sul, 1º Sgt. PM Nozaki.
Os meses de junho a outubro concentram o maior número de ocorrências de incêndios em vegetação, favorecidos pela baixa umidade do ar, ventos fortes e acúmulo de material seco, informou o militar.
Muralha de Fogo
A Defesa Civil do Estado de São Paulo também estruturou um novo plano de contingência tecnológica desenhado com base nos aprendizados de 2024, ano considerado o período mais crítico de seca da história recente paulista, quando o estado registrou mais de 8 mil focos de incêndio florestal.
Uma das novidades está o lançamento da Muralha de Fogo, iniciativa que consiste em um ecossistema de monitoramento por câmeras de alta definição integrado às centrais da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), cobrindo pontos estratégicos e margens de rodovias estaduais.
“O nosso centro de monitoramento vai conseguir visualizar essas câmeras integradas à plataforma. Quando o sistema emite um alerta, o operador consegue avaliar rapidamente a situação e tomar uma decisão. Não vamos esperar o incêndio sair do controle para enviar recursos”, explicou, ao podcast SP Pod, da Agência SP, o capitão da Defesa Civil, Maxwel de Souza.




