Cooperação. Esse termo é essencial quando o cenário envolve acidentes com produtos perigosos, como químicos e agrotóxicos, prejudiciais não apenas para a saúde humana, mas também a fauna, flora e lençol freático locais. Nessa dinâmica, a parceria entre as concessionárias de rodovias e forças de segurança torna tal ocorrência mais célere e assertiva.
Um exemplo ocorreu recentemente na BR-282, em Herval d’Oeste (SC), quando um caminhão com produtos químicos tombou provocando o vazamento de aproximadamente 100 litros de líquido viscoso.
Segundo o site Canal Ideal, o trabalho conjunto entre Polícia Rodoviária Federal (PRF), que assumiu o caso, os bombeiros, que realizaram a contenção utilizando serragem, a Defesa Civil regional, que avaliou os riscos, e Ambipar, responsável pelo atendimento ambiental, foi exitoso para evitar mais danos.
Da simulação para a prática nos atendimentos
Essa conexão já começa antes mesmo de uma ocorrência real, ou seja, ao conceder espaço nos treinamentos e simulações. Na BR-277, em Guaraniaçu (PR), a EPR Iguaçu, concessionária responsável pela gestão de 662 quilômetros de rodovias nas regiões Oeste e Sudoeste do espaço, realizou tal simulado.
A ação faz parte do EPR Conviver, um programa de boa convivência entre diferentes públicos da rodovia, inclusive em alinhamento com as forças de segurança e órgãos de emergência. Na ocasião, foram mobilizados bombeiros e policiais rodoviários no exercício baseado em um cenário realista de colisão lateral entre um caminhão com etanol, que vazou com a batida, e um carro de passeio, o que abrangeu atendimento pré-hospitalar de três vítimas, isolamento e contenção do vazamento.
Everaldo Ruaro, gerente de operações da concessionária, explica que essas atividades permitem o aperfeiçoamento das ações de resposta. “Também fortalecem a integração com os órgãos de emergência e identificar oportunidades de melhoria nos planos e recursos disponíveis”, afirma.
Já em Mafra (SC), o Corpo de Bombeiros participou de um simulado na BR-116, no bairro Faxinal, promovido pela concessionária Arteris Planalto Sul, com a participação da corporação militar do Paraná, PRF, Defesa Civil, Exército Brasileiro e Hospital São Vicente de Paulo.
O simulado durou em torno de uma hora e envolvia um caminhão-tanque carregado com óleo diesel e dois automóveis de passeio, totalizando três vítimas em cada veículo, além de duas pessoas a pé pela cena. Segundo o CBMSC, foi implementado o Sistema de Comando de Incidentes (SCI), sob a coordenação do aspirante Lucas Cereja Franco, que assumiu o comando da operação.
Em nota, o CBMSC informa que após a atividade, houve uma reunião com as equipes da 4ª Companhia para fazer um balanço das ações e resultados obtidos.




