Por: Rogério Balbinot
No próximo dia 14/05, às 14h, farei uma live com o Dr. Fernando Mariya para discutir um dos temas que mais tem gerado insegurança na aplicação da NR-01: como avaliar riscos psicossociais em empresas com poucos funcionários sem comprometer a validade técnica. Se você busca uma solução prática para esse desafio, ative o lembrete agora: Grupo Focal na NR-01: Como avaliar riscos psicossociais em empresas com poucos funcionários – YouTube https://www.youtube.com/watch?v=wAHOLq7Tg0s
Talvez o maior problema do mercado hoje seja acreditar que avaliar fatores psicossociais é apenas aplicar um questionário e gerar um gráfico. No dia a dia da RSData, percebo uma confusão perigosa: muitos profissionais ainda misturam “saúde mental individual” com “risco psicossocial ocupacional”.
É preciso separar os conceitos. Enquanto a saúde mental é ampla e pessoal, o fator psicossocial está na engrenagem do trabalho. Estamos falando de pressão por metas, falta de autonomia, liderança e suporte social. O foco da NR-01 não é o diagnóstico clínico do trabalhador, mas sim identificar como a estrutura organizacional pode estar gerando estressores e adoecimento.
O erro metodológico e a ilusão do anonimato na NR-01
Muitas avaliações ignoram uma limitação prática óbvia: em empresas com 10 ou 20 funcionários, o anonimato é uma ilusão. O trabalhador responde com receio, a liderança desconfia e o resultado é um dado mascarado que não sustenta nenhuma decisão no PGR.
E isso começa a ficar perigoso quando a empresa precisa demonstrar coerência metodológica em auditorias, perícias ou fiscalizações. Como o Dr. Fernando Mariya destaca em seu recente artigo sobre Grupo Focal (https://www.rsdata.com.br/grupo-focal-na-avaliacao-de-fatores-psicossociais/), sem segurança psicológica não existe dado válido. E sem dado válido, a gestão de risco é apenas uma formalidade documental sem efetividade prática. O GRO exige coerência, rastreabilidade e evidência real.
Por que o Grupo Focal é a solução técnica para riscos psicossociais?
O Grupo Focal não é um “bate-papo”. É uma metodologia estruturada que permite capturar o que os formulários fechados escondem: a pressão operacional real, os conflitos de liderança e o desequilíbrio entre esforço e reconhecimento.
Essa abordagem, amplamente defendida pelo Dr. Fernando, é especialmente eficaz em pequenas empresas. Ela retira o foco do indivíduo e o coloca nos fatores organizacionais, permitindo que os profissionais habilitados construam uma matriz de risco fiel à realidade. É exatamente essa profundidade que fortalece o inventário de riscos e garante uma defesa técnica robusta para a organização.
Gestão de SST: Metodologia e evidência acima do “cumprir tabela”
Não podemos permitir que a gestão de riscos psicossociais siga o caminho de tantos documentos que o mercado produziu durante anos apenas para “cumprir tabela”. Gestão exige tempo, participação dos trabalhadores e decisões baseadas em evidências.
Porque, no fim do processo, a discussão não é sobre ferramenta. É sobre a capacidade da empresa demonstrar que realmente conhece os riscos da sua organização. É sobre essa aplicação prática que vamos conversar no dia 14.
📌 AGENDE-SE E PARTICIPE:
LIVE: Avaliação Psicossocial – O erro nas empresas com poucos funcionários
📅 14/05 (quinta-feira) às 14h
🎙️ Dr. Fernando Mariya
🔗 Link para ativação: https://www.youtube.com/watch?v=wAHOLq7Tg0s
Risco psicossocial não se resolve apenas com discurso; se gerencia com técnica, evidência e organização do trabalho. Espero você lá.

Rogério Luiz Balbinot
Engenheiro de Segurança do Trabalho, membro dos Grupos de Trabalho do eSocial (GT-Confederativo e GT-Fenacon), diretor da RSData (https://www.rsdata.com.br).




