A cidade de São Paulo teve uma manhã de caos no último dia 23 de julho: uma pane elétrica seguida de explosão em uma composição de trem da linha 12-Safira com destino para o Brás causou a paralização de trechos dessa e das 11-Coral e 13-Jade o Expresso Aeroporto (que liga Barra Funda a Aeroporto Guarulhos), todas administradas pela concessionária Trivia Trens, que assumiu as operações no último dia 20/07.
De acordo com os bombeiros, o fogo começou às 5h38 na altura da Rua Bresser, que foi contido e não houve vítimas. Após o ocorrido, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) deu um prazo para que o governo estadual e a concessionária apresentem esclarecimentos e a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) determinou que a estatal Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) reassuma as operações por 90 dias.
Vale lembrar que as três linhas ferroviárias são consideradas as principais da região metropolitana de São Paulo, já que ligam moradores de regiões afastadas para o centro da capital paulista.
Pane elétrica no trem
De acordo com depoimento de um passageiro que estava no momento da explosão, ao Bom Dia SP, houve o acionando do botão de emergência disponível, no entanto, os alarmes não funcionaram.
Passageiros tiveram que abandonar os vagões e andar pela via férrea até a estação mais próxima, com auxílio das equipes da concessionária e da Polícia Militar. Segundo Paulo Ferreira, diretor de operação da Trivia Trens, os botões de emergência são elétricos e funcionam apenas se o trem estiver energizado, como a energia havia sido desligada em toda a região por conta da explosão, o alarme não pôde ser acionado.
Ferreira ressaltou ainda que essa falha elétrica, considerada crítica, gerou um incêndio e, consequentemente, desligou as subestações de energia do trecho entre Brás e Bresser-Mooca, paralisando todas as linhas da empresa. O executivo declarou que por conta da complexidade, necessitou-se de um planejamento e um dos primeiros passos foi a segurança dos passageiros.
“O segundo passo foi controlar o incêndio efetivamente, contando não só com as nossas equipes, mas com as equipes bombeiras também. E o incêndio foi controlado”, arrematou, em entrevista ao g1.
Treinamento
Em abril, a Trivia Trens divulgou o treinamento de 1,2 mil profissionais em brigada de incêndio como parte da preparação das equipes das linhas 11-Coral, 12-Safira, 13-Jade e do Expresso Aeroporto. A ação atende à Norma Regulamentadora 23 (NR-23), que visa a proteção contra incêndios, resposta a emergências, saída segura e dispositivos de alarme.
“Até o momento, a concessionária já treinou 499 pessoas, sendo 135 profissionais das áreas de Manutenção e Centro de Controle Operacional (CCO) e 364 das equipes de Estações e Operação. Ao todo, a formação deverá alcançar 702 agentes de Atendimento e Segurança (AAS), 47 profissionais de CCO e mais de 550 pessoas da Manutenção.”, destacou a nota.
Multa em MG
A holding Comporte, dona da Trivia, foi multada pelo Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMMG) por descumprir medidas de segurança contra incêndio em estações do Metrô de Belo Horizonte (Metro BH).
Ao Jornal Hoje em Dia, o CBMMG frisou que o Auto de Vistoria (AVCB) está válido, porém, depois de uma vistoria realizada no complexo da Estação Vilarinho, foram identificadas irregularidades relacionadas à ausência de extintores e de mangueiras nas caixas de hidrantes. “Como as inconformidades não foram sanadas mais de 60 dias após a aplicação de uma advertência escrita, a corporação aplicou a multa em dobro, conforme prevê a legislação estadual”, informa o jornal.
De acordo com o site Metrópoles, a autuação foi de R$ 27,7 mil. Trivia e Metrô BH são empresas distintas, mas têm os mesmos donos, ligados à família Constantino, fundadora e controladora da Gol Linhas Aéreas, operando também empresas de ônibus urbanos e rodoviários, como a BR Mobilidade, Piracicabana e Prata.





