O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) divulgou este mês que houve uma queda expressiva no número de focos de queimadas no país nos últimos anos. Dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LASA/UFRJ), indicaram a redução em 39% de área queimada no território nacional em 2025 na comparação à média dos oito anos anteriores (2017 a 2024), sendo encabeçado pelo Pantanal (91%), seguido de Amazônia (75%); Mata Atlântica (58%); e Pampa (45%).
Para a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Marina Silva, os resultados decorrem da execução desenvolvida desde 2023 com base na ciência e tem como eixo central a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF), criada pela Lei nº 14.944/2024 (falamos dela anteriormente aqui).
Em nota, a pasta informa que as estratégias de enfrentamento para os incêndios florestais em 2026 serão reforçados com a portaria que declara emergência ambiental por risco em áreas vulneráveis em todo o país. A norma identifica tais territórios e os períodos de maior propensão para viabilizar a contratação emergencial de brigadistas federais.
“Confere a base não apenas para a atuação do governo federal, mas também para que os estados possam se organizar e agir de acordo com as dinâmicas e especificidades dos incêndios em suas regiões”, frisou a ministra.
Operações pelo Brasil combate incêndios florestais
Pelo país são inúmeras as ações preventivas e de combate incentivadas. Em Roraima, por conta do aumento de focos em fevereiro, a Operação Verão Sem Fogo é reforçada no estado. De acordo com dados da Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Femarh), os focos saltaram de 83 em fevereiro de 2025 para 326 no mesmo mês deste ano, um aumento de 292,8%. No acumulado de 2026, o estado já soma 545 registros, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
“Nós estamos nos encaminhando para o final do período de verão e, naturalmente, os incêndios se intensificam em razão do clima, da vegetação e também da ação humana. Nosso objetivo é alinhar estratégias e fortalecer as ações para minimizar esses focos e evitar incêndios de maiores proporções”, disse, à Folha BV, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros (CBMRR), coronel Anderson de Matos.
Já em Santa Catarina, o Corpo de Bombeiros (CBMSC) do município de Capinzal, por meio da Organização Bombeiro Militar (OBM), recebeu novos equipamentos especializados para esse fim, sendo com destaque para as mangueiras de 25mm, desenvolvidas com materiais de alta resistência, ideais para terrenos acidentados e de difícil acesso, comuns na região. Outro produto composto no kit recebido é o adaptador universal, que permite a utilização em caminhões de grande porte (ABTR) em pick-ups (unidades de intervenção rápida), informa a corporação, que também realizou uma instrução técnica para melhor utilização dos novos itens.
“A chegada desse kit representa um salto na segurança dos nossos bombeiros e na proteção do meio ambiente, permitindo que cheguemos mais rápido e com mais eficiência ao foco do incêndio”, destacou o comandante da Companhia do Corpo de Bombeiros Militar de Capinzal, tenente Robson Fermiano.




