A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) divulgou recentemente que o Brasil ultrapassou a marca de 20 gigawatts (GW) de potência operacional nas grandes usinas solares, e desde 2012 o segmento já trouxe mais de R$ 87,7 bilhões em novos investimentos.
Esse cenário promissor trouxe também a atenção para os procedimentos de infraestrutura e instalação, que, predominantemente são feitos em telhados. No Mato Grosso do Sul, foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) regras a imóveis e áreas de risco que possuam sistemas de geração de energia solar conectados à rede elétrica.
Além da segurança, a norma técnica Nº 47/2026 padroniza procedimentos para análise e aprovação de projetos, incluindo a exigência de enquadramento dos sistemas no Processo de Segurança Contra Incêndio e Pânico (PSCIP).
Instalação de placas solares
Segundo documento oficializado pelo Corpo de Bombeiros (CBMMS), as diretrizes são de caráter recomendatório para residências unifamiliares e nos demais casos, as regras são mandatórias, descrevendo em três tipos a localização da instalação das placas, sendo:
- Tipo 1: direta ao solo ou flutuantes, sem ocupação das áreas inferiores, não há ocupação humana ou armazenamento sob os módulos. Pode possuir cobertura subjacente desde que sem ocupação e/ou local de passagem;
- Tipo 2: coberturas (telhados, lajes e similares) e que haja possibilidade de ocupação ou armazenamento no interior da edificação, caracterizando área de risco;
- Tipo 3: que exercem a função de cobertura (estacionamento, pergolados, passarelas, áreas de lazer e similares).
A também destaca que deverá ser instalado um dispositivo de desligamento rápido (RSD) junto aos painéis solares, onde a chave deve estar em local seguro da edificação e que permita fácil acesso. “A chave de desligamento rápido deve ser instalada em local em que haja constante vigilância humana e seja de fácil instalação”, salienta a normativa.
Adequações
Também devem ser instalados dispositivos de proteção elétrica, como equipamentos contra falhas de arco elétrico (AFPE) e falhas de aterramento (GFCI), sinalização que indique a presença do sistema fotovoltaico, bem como manutenção de distâncias mínimas entre os painéis e materiais inflamáveis e instalação de extintores próximos aos equipamentos.
De acordo com matéria do MídiaMix, a norma também exige um sistema de aterramento e proteção contra descargas atmosféricas, conforme normas técnicas nacionais e empreendimentos que já possuem sistemas instalados terão prazo de até três anos para se adequarem.
Mega usinas
O estado também está investindo na instalação de mega usinas de energia solar. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), estão previstas a instalação de três mega usinas com potencial para suprir 63% do consumo atual do Estado, com investimento de R$ 5,12 bilhões da Casa dos Ventos, empresa especializada em energias renováveis e protagonista da transformação energética no Brasil, acontece simultaneamente em Campo Grande, Paranaíba e Paraíso das Águas.
As duas primeiras unidades entram em operação em junho e julho deste ano e a terceira, em setembro de 2027. “Sozinhas, as três usinas da Casa dos Ventos farão aumentar em 45% a potência instalada do Estado e representa um crescimento de 8% em nível de Brasil”, disse o secretário da pasta, Jaime Verruck.




