Home SST - Saúde Ocupacional Pesquisas apontam que saúde mental deve ser levada em conta no regime home office

Pesquisas apontam que saúde mental deve ser levada em conta no regime home office

No estudo, 83,6% dos profissionais relataram ao menos um sintoma psicológico no último ano, colocando a saúde mental no foco de atenção nesta modalidade de trabalho

Impulsionado durante a pandemia e revertido ao modelo híbrido atualmente, o trabalho remoto ainda rende muito assunto, especialmente no se refere às condições físicas e de saúde mental de quem trabalha nessa modalidade, atendendo a Norma Regulamentadora 1 (NR-1), que estabelece os riscos psicossociais.

Uma pesquisa feita pela HUG, empresa especializada na curadoria e alocação de profissionais de comunicação, revela que 67,7% dos profissionais em 2025 afirmaram que o home office melhorou a qualidade de vida, mas para 23,1% houve efeitos mistos e apenas 9,2% avaliaram impactos predominantemente negativos.

 

Saúde mental em foco

Outro achado do levantamento mostrou que 83,6% dos profissionais relataram ao menos um sintoma psicológico no último ano, sendo a ansiedade a mais mencionada, com 51,5% da fatia, seguida por dificuldade de concentração (47%) e sensação de exaustão ou Burnout (39,6%).

Se lidar com o tema já é uma dificuldade, buscar um apoio também é um agravante: a pesquisa constatou que metade dos profissionais paga por acompanhamento psicológico do próprio bolso, enquanto apenas 11,9% contam com o benefício oferecido pela empresa.

Raquel Nunes, especialista em Recursos Humanos na consultoria, disse à Exame, que divulgou a pesquisa, que muito embora o modelo trouxe benefícios à vida dos trabalhadores, há um gap quando o assunto é suporte emocional, pois as organizações não desenvolveram estruturas adequadas para esse novo formato.

Para ela, flexibilidade sem esse apoio gera profissionais mais solitários, exaustos, com a sensação de isolamento e pior, sem produtividade. “Cuidar da saúde mental não é custo, mas investimento estratégico”, destaca a gestora.

 

Retenção de talentos

Outro estudo, este da consultoria global de gestão organizacional Korn Ferry, mostra que 52% das empresas brasileiras não identifica aumento nos índices de demissão voluntária como consequência da redução dos dias de trabalho remoto ou da adoção do modelo 100% presencial. Já quando se refere a atração e retenção de talentos, isso muda de figura.

Para 52% das empresas, a ampliação da presença física ou totalmente presencial têm dificultado a aquisição de novos profissionais, e o modelo híbrido segue associado a ganhos em resultados e retenção, sobretudo em áreas mais emergentes e de grande relevância, como as de tecnologia.

“O principal desafio está no equilíbrio entre modelos distintos. Quando as regras variam por área, a cultura se fragmenta e para evitar esse efeito, a presença física precisa ter um propósito claro, critérios consistentes e governança bem definida”, esclarece, ao TI Inside, Aline Riccio, vice-presidente de Projetos de Aquisição de Talentos da consultoria, concordando com Nunes e acrescentando, que ter flexibilidade não é mais um benefício, mas uma estratégia de negócio.

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