Os municípios pelo Brasil estão fortalecendo a Saúde e Segurança do Trabalho (SST) dos servidores por meio de parcerias. E não é para menos: dados recentes do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) revelam que a administração pública brasileira é o segmento econômico que lidera os pedidos de afastamento por questões de saúde mental.
Em Piracicaba (SP), a prefeitura e o Hospital Unimed integraram as ações de profissionais que atuarão na reorganização do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (Sesmt), o que envolve o acompanhamento de programas e documentos técnicos exigidos pelas Normas Regulamentadoras (NRs), além de avaliações psicossociais, gestão de SST para o eSocial e apoio à CIPA. “Essa parceria traz mais capacidade técnica, organização e eficiência, garantindo que todos os programas e exigências legais sejam cumpridos com qualidade e responsabilidade”, celebrou o secretário municipal de Administração e Governo, Álvaro Saviani.
Já em Pernambuco, a Unimed Vale do São Francisco implantou um projeto piloto de exames de audiometria ocupacional. “Entre todas as pessoas com algum grau de perda auditiva, aproximadamente 26% apresentam perda moderada ou severa, muitas vezes sem diagnóstico prévio. Nosso objetivo é ampliar o cuidado com os colaboradores, fortalecer a inclusão e promover um ambiente de trabalho cada vez mais acolhedor e acessível”, comenta Luanna Possidio, gerente de Gestão de Pessoas da Unimed Vale do São Francisco, cujo programa pretende alcançar 100% dos colaboradores ao longo de 12 meses.
Hub de inovação
A parceria com universidades é também essencial para pesquisa e desenvolvimento de soluções em SST, a exemplo da Agência de Inovação da Universidade Estadual do Ceará (Agin/Uece), que recebeu a equipe técnica do Hub de Inovação em Saúde e Segurança do Trabalho (SST) do Sesi local para uma visita técnica.
Na oportunidade, o time do Sesi conheceu as pesquisas realizadas, além de 12 laboratórios multidisciplinares com atuação nas áreas de computação, inovação e desenvolvimento tecnológico. “Ampliar as conexões institucionais é fortalecer o ecossistema de inovação. Esse diálogo impulsiona a inovação e amplia o alcance das soluções desenvolvidas na universidade”, ressaltou professor Ismayle Santos, coordenador da Agin/Uece.




