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Amazonas recebe apoio financeiros e ações conjuntas no combate às queimadas

As operações, que já reduziram os focos de calor em 55,7% em outubro, contam com 1,5 mil servidores, reforço entre estados e o uso de aeronaves da FAB para conter o fogo; além de investigações sobre a origem desse problema, majoritariamente criminosa

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O Brasil está consternado com a série de incêndios florestais no Amazonas, o que está mobilizando entidades de todos os estados para o enfrentamento. O Governo Federal anunciou a instalação de um Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas em Manaus, para coordenar operações militares.

Outra frente é a base da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), destinada a reforçar o atendimento à população, que sofre com a fumaça decorrente das queimadas. Esta é a quarta base regional em funcionamento no país, segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

Desde o início das operações, em junho, já foram extintos 338 incêndios, com atuação integrada de órgãos federais e contínuo reforço com aeronaves, equipamentos e brigadistas, com atenção especial às áreas de difícil acesso, informa a pasta.

Também foi anunciada a ampliação do apoio financeiro ao estado e o reforço de órgãos de segurança para apurar possíveis crimes relacionados aos incêndios florestais. De acordo com levantamento feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) a pedido do g1 (confira), de cada dez focos de fogo detectados em outubro no Amazonas, oito estão dentro de imóveis rurais privados com Cadastro Ambiental Rural (CAR).

 

Mobilizações dos bombeiros

 

A operação no estado já mobiliza 1,5 mil servidores, entre bombeiros militares e brigadistas, mais de 100 viaturas e 18 aeronaves, com atuação em 36 municípios prioritários, informa o Governo do Amazonas.

O governador Roberto Cidade acompanhou na sala de monitoramento do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) as ações e, segundo dados recentes do Inpe, foram registrados 1.372 focos de calor entre os dias 1º e 11 de outubro e 608 entre os dias 11 e 21, uma redução de 55,7%.

“Não é apenas sobre combater incêndios, também envolve a investigação e a repressão. Quase a totalidade dos incêndios tem origem humana. O Estado, por meio das polícias, irá identificar e responsabilizar todos aqueles que insistem em cometer crimes ambientais”, enfatiza o comandante-geral do CBMAM, coronel Orleilso Muniz.

O Amazonas recebeu ainda 30 profissionais enviados pelo Governo de São Paulo, entre eles 25 bombeiros especializados no combate a incêndios e cinco integrantes da Defesa Civil estadual.

De acordo com o Governo de São Paulo, a missão conta com drones, equipamentos de combate ao fogo, cisternas e sistemas de internet via satélite, que ajudam os militares a reconhecer áreas atingidas, além de manter a comunicação em regiões afastadas.

“Precisamos entender as condições do terreno, planejar como alcançar os focos e garantir que as equipes tenham os equipamentos e a estrutura necessários para atuar com segurança”, explica a capitã Karoline Burunsizian Magalhães, porta-voz do Corpo de Bombeiros de São Paulo.

 

Operações aéreas

 

Um dos destaques das operações é o uso de aeronaves. Em 12 de outubro, a Força Aérea Brasileira (FAB) realizou a primeira missão de combate aos incêndios florestais no Amazonas, em que foi utilizada a aeronave KC-390 Millennium.

“O maior desafio é que o incêndio se movimenta de acordo com o tempo, só que a aeronave KC-390 tem tecnologias tão avançadas, que conseguimos inserir no nosso sistema do avião e verificar e fazer lançamentos precisos nos focos”, esclareceu, à CNN, o Comandante do Esquadrão Zeus, Tenente-Coronel Aviador Daniel Souza.

Até o momento, 17 aeronaves federais (4 AirTractor 802, 2 AirTractor 502, 2 Koala, 2 B3, 2 KC-390, 2 Esquilo, 1 Caravan, 1 HM-1 e 1 UH-15), nove embarcações e 66 veículos foram utilizados e, desde 10 de outubro, as aeronaves da frota voaram 422,4 horas e realizaram 387 lançamentos de água, sendo usados 1.172.600 litros.

“Os dois aviões KC-390 têm capacidade para lançar 12 mil e 19 mil litros de água em sete segundos. Um deles opera com o Sistema Modular Aerotransportável de Combate a Incêndios (MAFFS, na sigla em inglês)”, informa o MMA.

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