Está na mesa da Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 6457/25, que cria um incentivo fiscal às empresas que investirem em Saúde e Segurança (SST) de seus funcionários. Na prática, as organizações tributadas sobre o lucro real estarão permitidas a deduzir do Imposto de Renda o dobro dos gastos feitos para cumprir normas, como despesas com a Norma Regulamentadora 1 (NR-1), cuja atualização está para entrar em vigor em maio.
Segundo o autor da proposta, Capitão Alberto Neto (PL-AM), o foco é reduzir acidentes e doenças causadas pelo trabalho, bem como reduzir a carga de gastos públicos com saúde e previdência. “A medida fortalece a competitividade das empresas brasileiras, já que o incentivo fiscal favorece o desenho de ambientes de trabalho mais seguros e produtivos, sem que esse custo seja imposto exclusivamente ao empreendedor”, explicou o parlamentar à Agência Câmara de Notícias.
Incentivo e espaços de conexão
Uma das formas de manter ambientes de trabalho com conexões reais, ou seja, com escuta e acolhimento, envolve a promoção de espaços em que os colaboradores se sintam pertencentes à empresa. E isso, em um mundo cada vez mais digital e com outras formas de empregabilidade, especialmente no que se refere à tecnologia, pode ser um desafio, mas uma iniciativa possível.
Entretanto, segundo uma pesquisa da Deloitte, 94% dos executivos reconhecem que cultura e pertencimento são críticos para o sucesso, mas apenas 12% acreditam que suas organizações possuem uma cultura realmente fortalecida.
Para Natália Lazarini, idealizadora da Philos Community e da Confraria do Empreendedor, há uma consciência por parte da liderança, mas ainda falta uma estrutura e estratégia para transformar pertencimento em prática. Uma das maneiras para tal é criar comunidades internas, ou seja, uma colaboração genuína e sustentar o senso de pertencimento na rotina. “A NR-1 estabelece diretrizes importantes, mas não oferece respostas prontas sobre como lidar com os riscos psicossociais no cotidiano das organizações, o que deixam muitas empresas perdidas, frisou, em artigo ao RH Pra Você.
Investir em programas pontuais de bem-estar ou mesmo ações desconectadas da cultura organizacional dificilmente geram impacto consistente, alertou a especialista. Ela conclui que a questão não está em cumprir legislações, mas transformar essa exigência em práticas humanas, bem estruturadas e, principalmente, contínuas.




