Quando pensamos em primeiros socorros em um local de alta concentração de pessoas, como estabelecimentos de ensino e comerciais, logo imaginamos um cenário de uma vítima passando mal e funcionários do local realizando manobras cardiorespiratórias nesse período de espera de uma ambulância.
É mais do que isso, porém: além de cumprir os regramentos, como a Lei Lucas (saiba mais em CIPA & Incêndio) e formar uma brigada de incêndio, saber lidar com cenários de incêndio ou mal súbito requer treinamento, qualificação, preparo emocional – para evitar um pânico generalizado, por exemplo – e, principalmente, celeridade.
“O conhecimento técnico permite que o servidor atue de maneira segura, protegendo a sua integridade física, a dos seus colegas de trabalho e a da população atendida”, disse o secretário de Administração da cidade de Umuarama (PR), Cléber Bomfim.
A prefeitura recentemente promoveu tal vivência, por meio da Divisão de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) e da Secretaria de Administração, aos profissionais que exercem a função de vigilante, responsáveis pela segurança patrimonial dos estabelecimentos municipais.
Na oportunidade, o tenente aposentado Mauro Aparecido Soares, do Corpo de Bombeiros, instruiu os servidores sobre os melhores métodos de prevenção e resposta imediata, como uso de extintores e demais manobras em caso de incidentes ou emergências nos ambientes de trabalho.
Assistência social segura
Já em Primavera do Leste (MT), por meio da Coordenadoria de Proteção e Defesa Civil, realizou a capacitação aos servidores da Secretaria Municipal de Assistência Social, como parte da educação permanente do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), que busca qualificar e fortalecer a qualidade dos serviços oferecidos à população.
Tal aprendizado também é uma maneira de tornar os participantes multiplicadores das práticas, especialmente no que se refere ao trabalho em espaços de assistência e convivência.
“Fico muito feliz por concluir mais uma capacitação para a rede pública da Secretaria de Assistência Social. É mais uma evolução para que possamos atingir cada vez mais públicos nessa área. Queremos que todos estejam mais seguros e que possamos criar uma cultura de primeiros socorros no nosso município”, comemorou a coordenadora de Proteção e Defesa Civil, Cris Corrêa.
Carência de uniformidade na qualificação em São Paulo
Por outro lado, a falta de força de trabalho para tal qualificação é uma um problema presente. Levantamento feito pelo site Repórter Diário (RD) com as redes municipais da região do Grande ABC (confira íntegra neste link), mostra que parte das prefeituras oferece treinamentos, mas adotam estratégias distintas para cumprir a legislação, que vai da capacitação integral de pessoal até qualificação de grupos específicos, multiplicadores ou brigadas de primeiros socorros.
De acordo com sindicatos ouvidos pelo RD, dois problemas permeiam o cumprimento da Lei Lucas: a continuidade e a responsabilização de preparo. “Ao mesmo tempo que enxergamos a necessidade de capacitar, não tem como jogar essa competência para cima dos professores”, alerta a presidente do Sinpro ABC, que representa a rede particular, Edilene Arjoni, destacando que as escolas devem assumir a responsabilidade pela formação e pela estrutura para eventuais ocorrências.
“A capacitação precisa ser tratada como uma política permanente dentro das escolas. Não basta oferecer um treinamento inicial, é necessário garantir que novos profissionais também sejam capacitados e que as equipes tenham condições de colocar os conhecimentos em prática”, acrescenta o presidente interino da Apeoesp, José Roberto Guido Pereira, representando a rede pública.




