A convergência entre inovação tecnológica de ponta, atualização regulatória e a valorização irrestrita da integridade física e mental do trabalhador marcou, nesta terça-feira, 6 de outubro de 2026, o início do maior e mais expressivo encontro dos setores de Segurança e Saúde no Trabalho (SST), resgate, proteção e combate a incêndios da América Latina. Ocupando integralmente os Pavilhões de 4 a 8 do São Paulo Expo, abriram oficialmente suas portas a 25ª FISP – Feira Internacional de Segurança e Proteção e a 16ª FIRE SHOW – International Fire Fair.
Ao longo de três dias de intensa programação técnica, demonstrações em tempo real e articulação institucional, o megaevento projeta atrair mais de 60 mil profissionais altamente qualificados procedentes de 34 nações. A grandiosidade dos números reflete a pujança e o peso estratégico do setor: são mais de 900 marcas expositoras e 522 estandes distribuídos em uma infraestrutura que transcende a tradicional vitrine de produtos para se firmar como uma plataforma dinâmica de geração de valor, conhecimento normativo e transformação operacional.
Com cerca de 75% de um público composto por tomadores de decisão, entre engenheiros especializados, técnicos de segurança do trabalho, médicos e higienistas ocupacionais, peritos, bombeiros civis e militares, gestores de compras e dirigentes industriais, o evento reafirma que a cultura de prevenção de acidentes deixou de ser tratada como um mero centro de custo ou conformidade burocrática para assumir papel essencial na sustentabilidade socioeconômica, na continuidade operacional e na produtividade do ecossistema produtivo brasileiro.
Compromisso setorial e alinhamento estratégico
A solenidade de abertura reuniu as principais lideranças industriais, dirigentes associativos e representantes do poder público perante uma plateia atenta de profissionais do setor, imprensa especializada e delegações de vários estados e países. O cerimonial ressaltou que a longevidade da FISP, ao alcançar o jubileu de prata em sua vigésima quinta edição, ao lado do décimo sexto ciclo da FIRE SHOW, atesta a resiliência coletiva e o amadurecimento técnico de uma cadeia indispensável ao país.

Solenidade de abertura com lideranças do setor
Abrindo a tribuna de discursos, o CEO da Fiera Milano Brasil, Maurício Macedo, dimensionou a evolução do encontro e destacou que a missão do evento vai além da exposição física, ancorando-se na experiência prática e na conexão direta entre os agentes da cadeia:
“Gostaria de agradecer a presença de todas as autoridades, dos presidentes e diretorias das entidades parceiras que tornam este momento possível. Juntas, a FISP e a FIRE SHOW reúnem mais de 900 marcas e 522 expositores, com uma expectativa de receber mais de 60 mil profissionais durante estes três dias, com delegações e visitantes já registrados de mais de 30 países. Mas, acima dos números superlativos, o que realmente nos orgulha é a alta qualificação desse público: cerca de 75% dos profissionais que percorrem os nossos pavilhões decidem ou influenciam diretamente os processos de especificação e aquisição em suas companhias. Nosso compromisso contínuo é oferecer uma experiência mais prática e interativa, aproximando tecnologia, conhecimento técnico e aplicação real para transformar relacionamentos em parcerias duradouras.”

Maurício Macedo, CEO da Fiera Milano Brasil
Na sequência, o presidente da Associação Brasileira dos Distribuidores e Importadores de Equipamentos e Produtos de Segurança e Proteção ao Trabalho (Abraseg), Jacques Levy, fez questão de ressaltar o simbolismo da agilidade e da união institucional para o fortalecimento do mercado. “A função essencial da segurança é ser pontual, precisa e eficiente. As entidades representativas deste setor caminham há muitos anos unidas em prol da FISP e da preservação de vidas. Esta feira é um patrimônio coletivo espetacular porque congrega, sob o mesmo teto, o importador, o grande distribuidor, os fabricantes e os profissionais da ponta: técnicos e engenheiros que atuam diariamente nas fábricas e canteiros. O mercado está ansioso para vivenciar as inovações e transformar este ambiente em prosperidade operacional”, salientou.

Jacques Levy, presidente da Abraseg
O fortalecimento da indústria nacional e a vanguarda regulatória pautaram a intervenção de João Altair dos Santos, presidente da Associação Nacional da Indústria de Material de Segurança e Proteção ao Trabalho (Animaseg). Ao saudar os fabricantes associados, o dirigente enfatizou os avanços nos critérios de sustentabilidade socioambiental da cadeia de Equipamentos de Proteção Individual (EPI). Segundo ele, a FISP representa o grande reencontro bienal da cadeia produtiva, um espaço insubstituível para abraçar clientes, trocar impressões e planejar o futuro. “Tenho imenso orgulho em destacar que a Animaseg lançou recentemente o Selo Animaseg Sustentabilidade, estruturado sob rigorosas métricas ESG. O Brasil consolida-se como pioneiro global ao estruturar e auditar normas de sustentabilidade aplicadas diretamente ao segmento de equipamentos de proteção. É a demonstração de que nossa indústria não protege apenas vidas no chão de fábrica, mas assume responsabilidade irrestrita com o meio ambiente e as futuras gerações”, pontuou.

João Altair dos Santos, presidente da Animaseg
Celebrando um marco de longevidade classista, o presidente do Sindicato da Indústria de Material de Segurança e Proteção do Estado de São Paulo (Sindiseg), Adriano Serino, sublinhou a maturidade histórica do parque fabril paulista. “É uma satisfação extraordinária representar o Sindiseg na abertura de mais uma edição histórica da FISP. Para a nossa entidade, 2026 reveste-se de um simbolismo ainda mais nobre: celebramos exatamente 50 anos de história de luta pelo desenvolvimento e pela competitividade da indústria de proteção. Que todos desfrutem de excelentes jornadas de intercâmbio e negócios”.
A urgência da evolução técnica nos sistemas de proteção passiva e ativa contra sinistros foi abordada por Nércio de Souza Filho, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Equipamentos contra Incêndio e Cilindros de Alta Pressão (ABIEX). Analisando o panorama nacional recente, Nércio pontuou a importância das soluções apresentadas na 16ª FIRE SHOW.

Nércio de Souza Filho, presidente da Abiex
“Os recentes episódios de incêndios e sinistros enfrentados em diversas regiões do Brasil nos demonstram que a modernização tecnológica não pode ser postergada. A integração entre a FISP e a FIRE SHOW proporciona o acesso às mais avançadas tecnologias de resposta a emergências, resgate e combate a chamas. Cabe a todos nós disseminar essas soluções junto aos usuários finais e projetistas para que o país esteja verdadeiramente preparado para proteger patrimônios e salvar vidas”, destacou.
O aspecto humano e a integração multidisciplinar das ciências ocupacionais deram o tom da fala de Leonidio Francisco Ribeiro Filho, presidente da Organização Brasileira das Entidades de Segurança e Saúde do Trabalho (OBESST) e coordenador-geral do 27º Congresso Brasileiro de Segurança e Medicina do Trabalho (COBRASEMT). “Diante de um público tão expressivo e diverso, precisamos resgatar o valor do contato humano, do diálogo olho no olho que nos fortalece como comunidade técnica. Engenheiros, médicos, técnicos de segurança, higienistas e psicólogos só alcançarão o êxito se atuarem em estreita comunhão de propósitos. A feira e o congresso existem para fomentar essa troca calorosa de experiências e reafirmar o orgulho cívico e profissional de cada especialista que acorda todos os dias com o encargo de garantir que o trabalhador retorne são e salvo ao seu lar”, expressou.

Prof. Leonídio Ribeiro, coordenador do COBRASEMT
Encerrando as manifestações da tribuna de honra, o líder empresarial Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), exaltou a conexão orgânica entre o setor de segurança e a economia produtiva do país. “Estar aqui é presenciar a economia real do Brasil em pleno movimento. É este ecossistema que constrói uma nação sólida e respeitada. Cumprimento calorosamente os organizadores e a liderança deste setor indispensável, que cuida com esmero, ciência e competência das pessoas que operam as fábricas, movem o comércio e impulsionam os serviços. A inovação tecnológica e o compromisso ético com a vida apresentados nestes pavilhões dignificam a indústria brasileira perante o mundo”, declarou.

Paulo Skaf, presidente da FIESP
Após as explanações, as autoridades presentes dirigiram-se ao portal de honra para a solenidade de desenlace da fita inaugural, declarando abertas as feiras sob intensos aplausos de visitantes e expositores.
Presença institucional e mobilização social
A relevância estratégica dos setores de segurança ocupacional e contra incêndios atraiu um representativo corpo de autoridades e dirigentes classistas de âmbito nacional e continental à solenidade. Entre as presenças de destaque registradas pelo cerimonial, figuraram lideranças como:
- Ricardo Pacheco, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Saúde e Segurança no Trabalho (ABRESST);
- Francisco Cortez Fernandes, presidente da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT);
- José Nivaldo Barbosa de Souza, presidente da Federação Nacional dos Técnicos em Segurança no Trabalho (FENATEST);
- Armando Henrique, presidente da Associação Nacional dos Técnicos de Segurança do Trabalho (ANATEST);
- Luiz Carlos de Miranda Júnior, vice-presidente de Ensino da Associação Brasileira de Higienistas Ocupacionais (ABHO);
- Eduardo José Marcatto, diretor-adjunto da Associação Brasileira de Ergonomia (ABERGO) e vice-presidente da ABRESST;
- Victorino Terrazas, presidente da Asociación de Higiene y Salud Ocupacional de México (AISOMEX) e ex-presidente da Asociación Latinoamericana de Seguridad e Higiene en el Trabajo (ALASEHT);
Além disso, a abertura contou com as presenças de representantes regionais de conselhos de classe, peritos, sindicatos estaduais e membros da bancada governamental.
A dimensão social da prevenção também ganhou voz por meio de manifestações da auditora-fiscal do Trabalho Anamélia Taglianetti,coordenadora-geral de Normatização e Registro do DSST (Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho), vinculado à SIT (Secretaria de Inspeção do Trabalho) do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), durante as saudações que conclamaram a sociedade a participar das ações de conscientização preventiva. “Eventos com a envergadura da FISP e da FIRE SHOW cumprem uma inestimável função civilizatória. Ao reunir poder público, empregadores, trabalhadores e centros de pesquisa, construímos uma barreira sólida contra os infortúnios laborais. Lembramos a todos da celebração do Dia Nacional de Segurança e Saúde nas Escolas, cuja transmissão no dia 8 de outubro reforça que a cultura do cuidado deve ser semeada desde os primeiros anos da formação cidadã para alcançar as famílias e toda a estrutura social”, assinalou.

Anamélia Taglianetti, do MTE
Pavilhão Play Safer: onde a indústria acontece ao vivo
A grande inovação estrutural desta edição atende pelo nome de Pavilhão Play Safer, estrategicamente concebido no Pavilhão 8 para quebrar a passividade da observação estática e convidar o visitante a uma imersão técnica, sensorial e prática nas soluções de engenharia de segurança.
O espaço sintetiza o conceito de laboratório vivo da indústria, abrigando simultaneamente a demonstração fabril em escala real, rodadas de negócios de alcance global, estúdios de conteúdo multimídia e arenas técnicas especializadas.
Demonstrações técnicas
Fruto de uma cooperação técnica estruturada entre o Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC) e a Fortline Calçados Profissionais, a Fábrica Modelo de Segurança converteu o Pavilhão 8 em uma planta industrial em plena operação mecânica.

Com a colaboração de 60 empresas fornecedoras da cadeia coureiro-calçadista e a atuação direta de 30 profissionais técnicos, a planta reproduz detalhadamente cada uma das etapas produtivas envolvidas na manufatura de três modelos distintos de calçados ocupacionais. Durante toda a feira, o público acompanha:
- O corte computadorizado e conformação anatômica de cabedais técnicos;
- A montagem estrutural e posicionamento de palmilhas resistentes à perfuração e biqueiras de proteção (compósito, aço e fibra de carbono);
- Os processos automatizados de injeção direta de poliuretano (PU) e borrachas especiais de alta aderência;
- O controle de qualidade laboratorial em conformidade estrita com as normas da ABNT.

O foco da Fábrica Modelo de Segurança é mostrar a importância da rastreabilidade, conformidade técnica e ergonomia.
Desfile FISP & Fire Fashion Show: ergonomia, design e performance em movimento
Rompendo com o paradigma tradicional de exibição de vestimentas profissionais, o FISP & Fire Fashion Show estreou como o primeiro desfile técnico da América Latina voltado exclusivamente aos cenários de proteção individual e resposta operacional.

Realizado diariamente em duas sessões abertas ao público, às 15h00 e às 17h30, o desfile conta com o patrocínio das marcas Danny EPI, Amalfis e Marluvas, transformando a passarela em uma arena dinâmica de testes visuais.
Longe de concepções superficiais de moda, o evento colocou modelos em movimentos que simulam os esforços mecânicos reais exigidos em canteiros de obras, ambientes industriais confinados, áreas elétricas de alta tensão e cenários de combate a incêndio estrutural e florestal. A abordagem permitiu aos especificadores avaliar de forma tangível:
- Flexibilidade articular e amplitude de movimentos proporcionadas por tecidos retardantes de chamas e arcos elétricos;
- Caimento e distribuição ergonômica de peso em cintos de segurança tipo paraquedista acoplados a talabartes;
- Conforto térmico, respirabilidade e vedação de luvas técnicas e capacetes de proteção multirrisco;
- Eficácia antiderrapante e flexão de calçados ocupacionais em pisos inclinados e superfícies simuladas de trabalho.
Explicando a gênese da iniciativa, o diretor de Portfólio e Venda Internacional da Fiera Milano Brasil, Augusto Andrade, enfatizou, que o conceito central do desfile partiu da constatação de que o EPI passou por uma revolução silenciosa nos últimos anos. “Ele já não se restringe à proteção elementar; hoje incorpora nanotecnologia, design ergonômico, redução de fadiga e altíssima performance biomecânica. Quando o comprador observa a bota ou o macacão inerte numa prateleira, ele não compreende como a articulação do tecido atua na mobilidade do trabalhador. Ao colocar o equipamento em movimento na passarela, transformamos radicalmente a percepção dos técnicos e compradores, permitindo que eles vejam a tecnologia em ação antes de visitar os estandes para fechar negócios”, informou.

Arena Techshow, Podcast CIPA & Incêndio e aliança global pela prevenção
Ainda nos domínios do Pavilhão Play Safer, a disseminação de conhecimento e os contatos comerciais atingem velocidade exponencial por meio de três iniciativas correlatas:
- Techshow: Espaço dedicado a apresentações corporativas de vanguarda, onde engenheiros de aplicação de indústrias nacionais e multinacionais apresentam cases de sucesso, soluções em bloqueio de energias perigosas, sensores de IoT para atmosferas explosivas e novos métodos de mitigação de acidentes.
- Podcast Revista Cipa & Incêndio: Retomando sua bem-sucedida transmissão em parceria com a Fábrica Podcast, a estrutura instalada no pavilhão recebe ininterruptamente executivos, pesquisadores e lideranças setoriais para debater tendências emergentes em higiene ocupacional, inteligência artificial, impactos da transição energética nos riscos laborais, entre outros assuntos relevantes para o dia a dia dos profissionais prevencionistas.
- Brazilian Safety: Aliança estratégica firmada entre a Animaseg e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o projeto consolidou uma das maiores rodadas internacionais de negócios do setor. Compradores internacionais convidados de mercados da América do Sul, América Central, entre outros, sentam-se à mesa com fabricantes brasileiros de EPIs e Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs), com previsão superior a 300 reuniões bilaterais durante o evento, alavancando as exportações de tecnologia de segurança concebida no Brasil.
27º COBRASEMT: o trabalhador no centro das decisões estratégicas
Consagrado como o mais relevante fórum de reflexão científica e jurídica sobre as relações de trabalho no país, o XXVII Congresso Brasileiro de Segurança e Medicina do Trabalho (COBRASEMT) teve início neste primeiro dia de sob o tema unificador “O Trabalhador no Foco da Segurança e Saúde no Trabalho”, o congresso, apoiado pelas empresas patrocinadoras Soft Works (Prata), Conforto e FichaEPI (Bronze), ao lado de 15 entidades setoriais consorciadas, estruturou seus debates para conectar embasamento normativo à gestão prática corporativa.

O primeiro dia de atividades debruçou-se intensamente sobre a valorização das carreiras de SST, a estruturação de propósitos corporativos humanizados e a gestão transdisciplinar de riscos operacionais.
Espaço Técnico SST ABNT/CB-32 e CTEN ANIMASEG: a revolução das normas de proteção ocular
Outro polo de intensa atração de profissionais em busca de atualização regulatória foi o Espaço Técnico SST ABNT/CB-32 – CTEN Animaseg, também situado no Pavilhão Play Safer. Fruto da colaboração entre a Comissão Técnica de Equipamentos de Proteção Individual da Animaseg e os Comitês Brasileiros da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a arena colocou em pauta temas de alta complexidade: espaços confinados, proteção respiratória, trabalho em altura, gestão pela ISO 45001 e os impactos da transição normativa nos equipamentos de proteção.
O ponto alto das deliberações de abertura concentrou-se na mesa-redonda interinstitucional dedicada à proteção visual e facial, articulada pelo CB-32 (Equipamentos de Proteção Individual) em parceria com o CB-49 (Óptica e Instrumentos Ópticos).

O debate foi aberto por Raul Casanova Júnior, diretor-executivo da Animaseg, que historiou a trajetória do fórum técnico criado há dois anos para congregar 18 comissões de estudo e dar vazão a demandas específicas da indústria nacional, desde a colheita e armazenagem de grãos até acessórios de segurança.
A condução dos trabalhos foi confiada a Ambra Nobre Sinkoc, superintendente do Comitê Brasileiro ABNT/CB-49. Em sua introdução, a especialista expôs dados epidemiológicos alarmantes que justificam a busca contínua por requisitos normativos mais refinados. “Mais de 60 trabalhadores sofrem acidentes oculares graves por dia no Brasil. Trata-se de uma realidade estarrecedora: a cada jornada diária, dezenas de operários têm a visão permanentemente comprometida ou danificada por projeções de partículas, respingos químicos e radiações ópticas. E o dado mais relevante que a ciência da prevenção nos apresenta é que aproximadamente 95% dessas lesões são perfeitamente evitáveis quando há a correta especificação, fornecimento e uso continuado de óculos de proteção adequados. Nosso papel normativo é garantir que, caso o infortúnio ocorra, o equipamento absorva o impacto e impeça que o trauma se transforme em uma mutilação irreversível.”
A mesa técnica contou com a presença de especialistas de referência nacional: Carlos Reganati, engenheiro eletricista, autor da obra de referência Proteção Visual e Facial e coordenador da Comissão de Estudos de Óculos de Proteção; Felipe Migliorini, membro do CB-32 e diretor de operações fabris da área de proteção ocular; Rudinei Pavello, coordenador de ensaios e laboratórios de biomecânica aplicados aos equipamentos de segurança; e Anamélia Taglianetti, coordenadora-geral de Normalização e Registros da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Panorama dos próximos dias
A pujança demonstrada no primeiro dia consolida a 25ª FISP e a 16ª FIRE SHOW como uma engrenagem imprescindível para a evolução das relações laborais e para a sustentabilidade da cadeia de valor brasileira.
Para os próximos dois dias de evento, a programação reserva rodadas relevantes de discussão. O COBRASEMT dedicará suas plenárias a temas disruptivos, como o uso de Inteligência Artificial e Internet das Coisas na antecipação de acidentes, gestão de riscos psicossociais no ambiente corporativo, inclusão de pessoas com deficiência na indústria e a prevenção no setor sucroalcooleiro e no agronegócio. O encerramento trará ainda as diretrizes práticas para a revisão da NR-10 (Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade) e o protagonismo do SESMT na governança socioambiental (ESG).
Pelos corredores do São Paulo Expo, a atmosfera é de intenso otimismo e cooperação. Conforme ressaltado pelo cerimonial de abertura, as grandes feiras são erguidas a partir de cada aperto de mão nos corredores, de cada diálogo mantido nos estandes e de cada solução de engenharia adotada nas fábricas. Até o desenlace final na próxima quinta-feira, o evento seguirá cumprindo sua mais nobre vocação: alimentar a inteligência preventiva que assegura que o desenvolvimento econômico do país caminhe de mãos dadas com a integridade e o respeito sagrado à vida.





