O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) divulgou números pertinentes sobre investigações em ocorrências de incêndios estruturais e explosões: ao longo de 2025, a corporação atingiu o índice recorde de 90,46% de cobertura e R$ 3,1 bilhões preservados. Isso se deve por conta da combinação entre o tempo de resposta rápida, atuação tática da corporação e a eficácia dos sistemas de segurança passiva e ativa instalados nas edificações, o que mostra o cumprimento de regulamentações e instruções técnicas vigentes.
Eis, portanto, dois elementos preventivos que precisam funcionar em harmonia. De acordo com conteúdo da empresa do setor Gifel, os sistemas ativos atuam diretamente no entendimento do fogo, como os projetos de combate a incêndio conforme o ambiente instalado (prédios, plataformas de petróleo, cozinhas industriais); alarmes; detectores de fumaça e calor; sprinklers e extintores de incêndio portáteis.
Já os sistemas passivos vão além, pois retardam a propagação do fogo, limitam danos estruturais e proporcionam rotas seguras de evacuação, sendo os mais comuns a divisão por paredes e portas corta-fogo em um prédio; uso de materiais de construção resistentes às chamas; ventilação adequada e as rotas de escape, além de revestimentos retardantes.
Importância da proteção passiva
Camila Prieto, arquiteta e mestre em Arquitetura pela Pontifícia Universidade Católica do Chile, em artigo ao ArchDaily, enfatiza a importância de testes e ensaios prévios desses produtos de proteção passiva, para checar a resistência ao fogo de sistemas construtivos.
“Esse teste em laboratório busca simular as condições reais futuras desses materiais. Quando tais condições diferem na obra – devido à presença de instalações ou juntas construtivas –, aplica-se uma solução especial para não comprometer a resistência ao fogo originalmente testada”, escreve a especialista.
Também é crucial, além das inspeções obrigatórias, a checagem periódica predial, conforme explica Cassio Armani, diretor financeiro do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo (IBAPE-SP).
“Uma edificação pode passar por diversas modificações ao longo de sua vida útil, como as reformas. É importante o inspetor verificar a documentação e orientar se há ou não alguma não conformidade em relação aos sistemas de segurança contra incêndios, ou seja, se aos materiais aplicados para fins de revestimento e de acabamento têm essa proteção”, esclareceu Armani, durante entrevista à Associação Brasileira de Proteção Passiva Contra Incêndio (ABPP; íntegra neste link).





