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Treinamentos auxiliam empresas do setor pet a aplicar a NR-1 na rotina de trabalho

Com novas exigências relacionadas aos riscos psicossociais, PETFriendly Turismo utiliza treinamentos internos para aproximar as diretrizes da NR-1 da rotina dos colaboradores

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A atualização da Norma Regulamentadora nº1 (NR-1) trouxe novas demandas para as empresas brasileiras no gerenciamento de riscos ocupacionais. Desde 26 de maio de 2026, a nova redação do capítulo 1.5 passou a incluir expressamente os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho no escopo do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). A mudança enfatiza a necessidade de que as organizações considerem, dentro de seus processos de prevenção, aspectos relacionados à organização e às condições de trabalho.

Entre os exemplos de fatores que podem ser considerados na avaliação estão situações como sobrecarga de trabalho, assédio e falta de suporte no ambiente profissional. Em 2026, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) também disponibilizou materiais de orientação sobre a aplicação do capítulo 1.5 da NR-1, com o objetivo de auxiliar empresas e profissionais de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) na compreensão de novas disposições.

 

NR-1 aplicada no setor pet

 

Na PETFriendly Turismo, empresa que organiza e planeja o transporte seguro de pets em viagens nacionais e internacionais, a discussão sobre a NR-1 é trabalhada internamente com os colaboradores por meio de treinamentos que buscam aproximar as orientações previstas na norma das situações encontradas no cotidiano da empresa. A proposta é fazer com que o conteúdo não fique restrito a apresentação de conceitos, mas possa ser relacionado às atividades, relações profissionais e processos que fazem parte da rotina das equipes.

Os treinamentos são estruturados a partir de uma abordagem prática, utilizando exemplos e situações que podem ocorrer no ambiente de trabalho para estimular a participação dos colaboradores. A metodologia também busca transformar situações cotidianas em oportunidades de aprendizado.

Questões relacionadas à organização das tarefas, comunicação entre equipes, distribuição de demandas, relacionamento profissional e condução de situações que exigem maior atenção podem ser utilizadas como exemplos durante os encontros. Dessa forma, os colaboradores conseguem relacionar os conceitos apresentados a própria experiência de trabalho.

As abordagens também enfatizam a importância de diferenciar a identificação de um risco de adoção de medidas preventivas. Ao analisar situações hipotéticas ou exemplos próximos da realidade da empresa, os colaboradores podem discutir quais procedimentos poderiam ser adotados, modificados ou aprimorados diante de determinado cenário.

‘’Quando o conteúdo é apresentado a partir de situações que fazem parte da rotina dos colaboradores, fica mais fácil compreender como a prevenção pode ser aplicada na prática. O treinamento também abre espaço para que a equipe participe, compartilhe percepções e entenda o papel de cada profissional nesse processo’’, finaliza Juliana Stephani, CEO da PETFriendly Turismo.

 

Panorama do setor

 

O fortalecimento dessas diretrizes preventivas ganha ainda mais relevância diante da pujança econômica do setor pet no Brasil, considerado o terceiro maior mercado global da área, com faturamento superior a R$ 70 bilhões anuais. Segundo o Instituto Pet Brasil (IPB), o Brasil consolida-se como a terceira maior força global em faturamento no setor pet (atrás apenas dos Estados Unidos e da China), representando cerca de 4,95% do mercado mundial.

Responsável por gerar mais de 3 milhões de postos de trabalho diretos — com ampla concentração em micro e pequenas empresas e serviços especializados —, o segmento lida diariamente com demandas intensas de atendimento, logística e cuidados diretos, tornando a gestão de fatores psicossociais e a saúde ocupacional pilares indispensáveis para a sustentabilidade dos negócios e retenção de talentos.

Dados do IPB e RAIS (Ministério do Trabalho e Emprego), a cadeia produtiva e de serviços para animais de estimação mobiliza diretamente mais de 3 milhões de trabalhadores em todo o território nacional, considerando indústria, distribuição, comércio varejista (agropecuárias e pet shops) e serviços veterinários/estéticos. Apenas o segmento de serviços especializados e cuidados diretos representa mais de 45% dessa força laboral.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país conta com mais de 160 milhões de animais de estimação (sendo mais de 60 milhões de cães e mais de 30 milhões de gatos), número que supera a quantidade de crianças em lares brasileiros e consolida o fenômeno das “famílias multiespécie”, elevando a demanda por serviços contínuos e transporte especializado.

 

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