Detalhamos anteriormente como os equipamentos de proteção são primordiais para salvaguardar a vida dos bombeiros e também um meio inteligente que melhorar as ocorrências, tornando-se um “arsenal” para que tudo aconteça de maneira célere e precisa.
No incêndio ocorrido no último dia 2 de janeiro no shopping Tijuca, na Zona Norte do Rio de Janeiro, militares utilizaram câmeras térmicas, Equipamentos de Proteção Respiratória (EPRs) e de ventilação para conseguir se proteger e chegar em segurança às pessoas vitimadas, ao todo três ficaram feridas e duas faleceram.
Uso de proteção respiratória
Ao jornal O Globo, tenente-coronel Fabio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros (CBMERJ), afirmou que por conta de as chamas terem começado numa loja localizada no subsolo do shopping, a visibilidade foi praticamente nula uma grande concentração de fumaça que exigindo uma atuação técnica muito especializada e o uso de câmeras térmicas e equipamentos de proteção respiratória e de ventilação foram essenciais.
Outra situação em que o uso de tais máscaras de proteção respiratória foi determinante ocorreu na cidade de Francisco Sá, Norte de Minas Gerais, com escape de amônia em uma cooperativa de produtores rurais, com saída segura dos trabalhadores e sem vítimas.
Os bombeiros fecharam as válvulas de segurança e desligaram o compressor de refrigeração, interrompendo o vazamento. “Após estudo de situação, a guarnição utilizou equipamentos de proteção respiratória adequados, adentrando a área do sistema de refrigeração onde se encontrava o vazamento de amônia, realizando o fechamento das válvulas de segurança, o desligamento do compressor do sistema e o acionamento do exaustor, promovendo a ventilação do ambiente”, informou a corporação ao g1.
Eficiência na comunicação
O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) divulgou a aquisição de novos EPRs com sistema de comunicação integrado, com transmissão de áudio via Bluetooth, conectando o EPR diretamente ao rádio HT utilizado pelos bombeiros.
Um dos recursos importantes é o “alerta de homem morto”, ou seja, a identificação quando um militar permanece imóvel por um determinado período, e a possibilidade de fornecer oxigênio para outro em situação emergencial no incêndio. “Trata-se de um avanço fundamental, estratégico e importante, que demonstra a preocupação constante do CBMSC com a segurança e o bem-estar de todo o efetivo”, salienta tenente-coronel George de Vargas Ferreira, comandante do 7º Batalhão de Bombeiros Militar (7º BBM).
Além de incêndios, a corporação conta com máscaras “full face” com comunicação integrada, permitindo que mergulhadores contatem diretamente com a superfície. “Os mergulhos geralmente ocorrem em locais sem visibilidade, com possibilidade de enrosco e fundos irregulares, o que aumenta os riscos durante as operações”, explica major João Emiliano de Moura Silva Miranda, subcomandante do 7º BBM.




