Home SST - Saúde Ocupacional Coren de São Paulo articula ações estratégicas para proteger saúde mental da enfermagem

Coren de São Paulo articula ações estratégicas para proteger saúde mental da enfermagem

Com 70 mil afastamentos por saúde mental desde 2012, categoria busca apoio contra exaustão e violência no trabalho

O Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) está em articulação com outras entidades hospitalares com o intuito de fomentar ações a favor do bem-estar dos profissionais de saúde.

Entre as atividades, a entidade recebeu a visita de representantes da Secretaria Municipal de Saúde do município de São José do Rio Preto para dialogar sobre saúde mental e bem-estar dos trabalhadores da categoria, com estratégias de prevenção e promoção da saúde no ambiente de trabalho, acompanhamento de indicadores ocupacionais e a importância do cuidado contínuo.

Outra pauta defendida é pelo repúdio a violência no exercício da profissão, se reunindo com o SindHosp, o Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do estado de São Paulo, para firmar parceria no combate à violência contra profissionais de saúde. Em comunicado, o Coren-SP afirma que participando de audiências públicas e levando propostas a gestores públicos e secretarias municipais de saúde e de segurança pública para sanar tais desafios.

“A violência contra profissionais de saúde é uma questão preocupante e que aumentou bastante após a pandemia. Se fazem necessárias ações efetivas de combate a esse problema, que acaba impactando negativamente todo o sistema de saúde e a qualidade da assistência prestada à população”, informa nota.

 

Saúde Mental: quem cuida de quem cuida?

Um levantamento do Ministério da Saúde, que avaliou dados do setor de 2017 a 2022, mostra que mulheres residentes no Sudeste do Brasil entre 30 e 39 anos compõem a maior parte da força de trabalho da enfermagem com formação superior, e enfrentam jornadas exaustivas, vínculos trabalhistas mais instáveis, como as terceirizações, além da estagnação e queda da remuneração média dos profissionais do setor, sobretudo entre auxiliares e técnicos.

Outro relatório, este da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Conselho Internacional de Enfermeiros (ICN) mostra ainda mais um agravante: no Brasil, a diferença salarial entre homens e mulheres é de 7%, e os profissionais de enfermagem estão expostos à sobrecarga, falta de proteção à saúde física e mental.

“Com salários baixos e jornadas acumuladas, cresce o risco de exaustão e de falhas na assistência, em um trabalho que exige atenção e tomada de decisão constantes”, enfatiza Helena Leal David, enfermeira da Faculdade de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), à revista Pesquisa Fapesp.

Em nota, o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) reconhece que o ano será de enfrentamento aos desafios estruturais, como o adoecimento ocupacional, episódios recorrentes de violência nos serviços de saúde e a sobrecarga associada ao envelhecimento acelerado da população.

Segundo o g1 com base em dados da plataforma SmartLab, técnicos de enfermagem (6º), auxiliares (18º) e enfermeiros (22º) estão entre os trabalhadores mais afastados por razões de saúde mental e, juntos, esses profissionais somam 70.701 licenças entre 2012 e 2024.

Foto: Divulgação Coren-SP

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