A sede da Fundacentro, em São Paulo, foi o palco da celebração do Dia Estadual do Cipeiro, data comemorada anualmente na segunda quarta-feira do mês de maio. Instituído pela Lei Estadual nº 14.012/2010, o marco oficializa o reconhecimento e a valorização do trabalho fundamental desempenhado pelos membros da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA). Este ano, o encontro trouxe como tema central “A importância do Cipeiro nas empresas e escolas”, ampliando o debate sobre a atuação preventiva para além das fábricas e escritórios, alcançando também os ambientes de ensino.
Abertura e debates contaram com a presença de Orlandino dos Santos, técnico de segurança do trabalho, Comendador de SST e mentor da Lei Estadual 14.012. Orlandino possui uma trajetória pioneira e histórica na introdução da cultura prevencionista no ambiente educacional brasileiro. A sua atuação como idealizador do projeto CIPA nas Escolas (ou CIPA Escolar) transformou a lógica da Segurança e Saúde no Trabalho (SST), levando conceitos que antes eram restritos às indústrias e escritórios diretamente para a formação de crianças e jovens.

Orlandino dos Santos, idealizador do projeto CIPA nas Escolas (Foto: arquivo pessoal)
Apoio dos cipeiros na cultura da segurança
A extensão das práticas preventivas de SST para o ambiente escolar foi um dos pontos altos do evento, evidenciando que a cultura de segurança deve ser cultivada desde a base. Por meio de videoconferência, a Dra. Cirlene Luiza Zimmermann, procuradora do Ministério Público do Trabalho (MPT), realizou uma intervenção detalhada sobre a importância estratégica dos cipeiros tanto nas empresas quanto nas instituições de ensino.
A mesa de debates reuniu visões complementares sobre a segurança pública e operacional. O setor de serviços e a gestão pública municipal foram representados por Milton Aldo Simão, assistente de Suporte Operacional Nível III da Subprefeitura de Campo Limpo, e por Denise, representando a Subprefeitura/AF. A segurança institucional e comunitária foi abordada pelo Inspetor Márcio Ribeiro, da Guarda Civil Metropolitana (GCM).
O mercado de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e a gestão integrada de saúde privada também integraram o ecossistema de discussões. Raul Casanova Junior, diretor-executivo da Associação Nacional da Indústria de Material de Segurança e Proteção ao Trabalho (Animaseg), pontuou a sinergia necessária entre os cipeiros e o fornecimento de tecnologias adequadas de proteção para a mitigação de riscos na ponta da linha.
Pelo setor de saúde e ambiente hospitalar, o evento contou com a participação de Mônica Polissici e Jhimmy Willian Silva dos Santos, ambos do Hospital Israelita Albert Einstein, que compartilharam os desafios de se manter a segurança em ambientes de alta complexidade biológica e assistencial. O alinhamento com a força de trabalho do comércio foi trazido por Ismael Gianeri, representante do Sindicato do Comércio de São Paulo, enquanto Manoel Messias Pereira Alves participou em nome da Associação Brasileira de Técnicos em Eletricidade (Abraetd), abordando a especificidade dos riscos elétricos.
A celebração reafirma que, diante das constantes atualizações normativas, o cipeiro consolidou-se como o principal elo entre a alta gestão das empresas e a realidade operacional dos trabalhadores, atuando diretamente como um agente de transformação social.
Confira alguns registros do evento:






