Com as atualizações e desdobramentos da Norma Regulamentadora 1 (NR-1), a empregabilidade – e procura – por técnicos e engenheiros de segurança do trabalho tem um terreno fértil de oportunidades. E não é para menos: de acordo com dados do SmartLab, o Brasil registrou 8,8 milhões de acidentes entre 2012 e 2024 com 31.981 óbitos, o que reforça a importância de ambientes mais seguros, às saúdes física e mental, e a presença desses profissionais.
Outra estratégia abrange a evolução da Indústria 4.0, crescendo a necessidade de especialistas capazes de integrar inovação tecnológica, gestão de riscos, sustentabilidade e conformidade regulatória. Para Maxwel Amorim. engenheiro e instrutor de Segurança do Trabalho do Senac Alagoas, a valorização desses profissionais acompanha um cenário em que empresas de diferentes segmentos estão na jornada de adequação às novas exigências legais, bem como focadas na eficiência operacional aliada ao bem-estar de seus colaboradores.
“A NR-1 passou pela maior transformação dos últimos anos. Antes, muitas organizações enxergavam a Segurança e Saúde no Trabalho apenas como uma obrigação legal. Hoje, a norma deixa claro que a gestão dos riscos ocupacionais deve fazer parte da estratégia do negócio. Na prática, a NR-1 deixa de olhar apenas para o acidente e passa a olhar para a sustentabilidade das organizações, para a produtividade e para a saúde integral dos trabalhadores”, aponta o especialista.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2025), profissionais com especialização podem alcançar aumentos salariais de até 255% ao longo da carreira em comparação com os graduados. “Além da crescente demanda, se especializar também é a chance de desenvolvimento profissional”, acrescenta o conteúdo da UniSenai PR, que oferece pós-graduação nessa área pujante e tão pertinente.
Evento sobre NR-1 aborda a relevância profissional
A NR-1 norteou a segunda reunião ordinária de 2026 realizada neste mês pela Coordenadoria de Câmaras Especializadas de Engenharia de Segurança do Trabalho (CCEEST), no Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), em Brasília, com enfoque na defesa profissional.
Um dos pontos altos do evento (mais informações neste link) tratou da fiscalização do exercício profissional, especialmente no que se refere a elaboração de laudos de insalubridade e periculosidade, atividades consideradas atribuições privativas da Engenharia de Segurança do Trabalho, conforme a legislação vigente, bem como a articulação com outras instituições.
“A coordenadoria vem fortalecendo o diálogo com o Ministérios da Educação (MEC), Trabalho e Emprego (MTE) e Público do Trabalho (MPT), mantendo como prioridade a celebração de convênios e acordos de cooperação técnica. O destaque está nas tratativas com os Corpos de Bombeiros, voltadas ao aperfeiçoamento dos sistemas de prevenção e combate a incêndios”, comentou o coordenador, eng. mec. e de seg. trab. Diego Rosa dos Santos (Crea-MA).





