O último dado do Monitor do Fogo, do MapBiomas, registrou que o Brasil, em janeiro deste ano, teve 437 mil hectares de área queimada, 36% menor para mesmo mês em 2025, diminuindo 58% na comparação com janeiro de 2024. Muitas das ações de defesa têm como coordenação e cooperação do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PrevFogo), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que em 2026 completa 37 anos de existência e tornando-se uma referência no assunto.
Fundado em 10 de abril de 1989, o PrevFogo tem como propósito o monitoramento, a promoção de medidas preventivas e combate aos incêndios florestais, além de fomentar o Manejo Integrado do Fogo (saiba mais aqui). Em números, atualmente conta com mais de 2,6 mil brigadistas federais, além de 127 brigadas florestais federais distribuídas em regiões estratégicas do país e entre 2023 e 2025, registrou mais de 6 mil ocorrências de incêndios atendidas em todo o território nacional, atuando em mais de 59 milhões de hectares.
Além de homenagens a quem atuou e atua nessa ação, as comemorações de mais de três décadas de atividades (conheça a trajetória) também foram celebradas por brigadas federais, a exemplo da unidade em Barreiras (BA).
Ações em prol do PrevFogo
Na ocasião, brigadistas fizeram uma blitz com distribuição de mudas de árvores nativas e materiais informativos, além de as crianças tiveram a oportunidade de tirar fotos com mascote oficial do PrevFogo, o Labareda, um tamanduá-bandeira criado em 1998.
“Tivemos educação ambiental, distribuição de mudas nativas e demonstrativo de materiais e equipamentos usados no combate aos incêndios florestais. Cuidar do cerrado é preservar nosso futuro. Cada muda plantada é um passo contra o fogo e a favor da vida”, informa comunicado da brigada baiana.
Desafios nos territórios
Apesar do dado geral positivo registrado pelo MapBiomas, e divulgado pela Agência Brasil, em comparação com 2025, houve crescimento de casos nas regiões correspondentes aos biomas Pantanal, Caatinga e Mata Atlântica.
O fogo alcançou mais de 337 mil hectares da Amazônia, 38 mil hectares do Pantanal, 26 mil hectares do Cerrado, 18 mil na Caatinga, 14 mil hectares de Mata Atlântica e apenas 59 hectares do Pampa durante o período analisado.
Eis que o apoio nos territórios é fundamental para a excelência das atividades, especialmente nas comunidades indígenas, a exemplo na Terra Indígena Serra da Moça, do povo Wapichana, na região Murupu, no município de Boa Vista (RO), que receberá em breve a nova Base da Brigada Indígena do Prevfogo.
Em fase de finalização, a brigada conta com apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Governo do Estado de Roraima e da Prefeitura de Boa Vista.
Ao todo, terá 32 brigadistas indígenas, com forte participação das mulheres. “O Prevfogo tem atuado com nove brigadas no estado, e uma delas é essa na Serra da Moça, e essa nova estrutura dará suporte nesse trabalho que vem acontecendo desde 2018 na Terra Indígena. Um verdadeiro modelo para todo o Estado, por isso ter esse novo espaço é gratificante”, comemorou o supervisor do Ibama, Bruno Carlos.
Contratação
Para ampliar as ações e fortalecer os territórios, o Ibama autorizou a contratação de brigadas federais temporárias, por meio Portaria Ibama nº 64/2026, nos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rondônia, Roraima, São Paulo, Tocantins, Ceará e Rio de Janeiro, além do Distrito Federal.
Entre os cargos, além de brigadistas, chefes de esquadrão e chefes de brigada serão contratados conforme a necessidade de cada território. Já no âmbito estadual, os contratos envolvem agentes federais de informação, brigadistas especializados em queima prescrita (MIF), chefes de esquadrão e supervisores estaduais, para suporte às Coordenações Estaduais do Prevfogo.




