Por Carol Gonçalves
O trabalho em altura avançou nos últimos anos, especialmente em legislação e conscientização. Ainda assim, as quedas continuam recorrentes e frequentemente resultam em mortes ou lesões graves, muitas vezes associadas à falta de uma abordagem integrada de proteção e gestão de riscos.
Em setembro de 2025, um acidente fatal ocorreu no Centro Empresarial do Aço, em São Paulo, durante manutenção na cobertura de vidro. Após a estrutura ceder, o trabalhador caiu de cerca de 30 metros. A investigação concluiu que houve falhas graves de segurança, resultando na autuação das empresas e na interdição das atividades no local.
Este é apenas um caso — possivelmente entre muitos — já que a análise dos acidentes em trabalho em altura ainda é dificultada pela falta de consolidação e padronização das informações disponíveis. Ainda assim, dados do próprio Ministério do Trabalho indicam que as quedas de altura respondem por cerca de 40% dos acidentes fatais.
Além da construção civil, setores como energia elétrica, telecomunicações, logística, indústria de transformação, óleo e gás, mineração e manutenção industrial vêm demandando maior rigor técnico nos sistemas de ancoragem, diante da diversidade de cenários, equipamentos e frequências de intervenção.
Esses segmentos requerem soluções robustas, personalizadas e acompanhadas por inspeção e gestão técnica de longo prazo, com planejamento, projeto, seleção adequada de equipamentos, treinamento prático e manutenção contínua dos sistemas de proteção — e não apenas o uso isolado de EPI.
Campo regulatório
Até o fim dos anos 1990, quase não havia normas para equipamentos de trabalho em altura no Brasil, a única referência era a NBR 11.370/1990, sobre cinturões e talabartes. A partir de 2000 surgiram as primeiras normas da série NBR 14.000, baseadas nas normas europeias (EN), incluindo dispositivos como trava-quedas e absorvedores de energia, já com limite de força de 6 kN para proteção do usuário. Em 2010, essas normas foram revisadas e ampliadas, e em 2014 a NBR 16325 passou a estabelecer requisitos para dispositivos de ancoragem. Em 2020, praticamente todas as normas de trabalho em altura foram novamente atualizadas.
No campo regulatório, a publicação da NR-35, em 2012, marcou a regulamentação efetiva do trabalho em altura ao exigir planejamento e sistemas de proteção contra quedas. Em 2017, o Anexo II ampliou as exigências para sistemas de ancoragem e abriu a possibilidade de certificação desses dispositivos, assim como dos cinturões e elementos de ligação. “No entanto, passados nove anos, ainda não existe um sistema de certificação implantado e compulsório que garanta o cumprimento de todos os requisitos. Afinal, sempre haverá uma vida dependendo de todo o sistema, não apenas do cinto e do elemento de ligação, e, se a ancoragem falhar, o resultado pode ser fatal”, afirma o engenheiro mecânico Irivan Gustavo Burda, coordenador da Comissão de Estudos ABNT CB-032:004:004, além de diretor de projetos e responsável técnico da Bonier Equipamentos de Segurança.
Para Tiago Santos, coordenador da Comissão de Estudos CE-032:004.003 do CB-32 da ABNT, coordenador da CTEN Altura (Comitê Técnico de Estudos Normativos de Trabalho em Altura) da Associação Nacional da Indústria de Material de Segurança e Proteção ao Trabalho (Animaseg) e gerente de Produtos da Dois Dez, o Anexo II representou um marco, passando a exigir projeto técnico, definição de responsabilidade e procedimentos operacionais claros, além de fortalecer a integração com a NBR 16325 e estabelecer critérios mais objetivos de compatibilidade, documentação, marcação e inspeções periódicas.
O especialista ressalta ainda uma distinção importante: a ancoragem, embora seja uma medida de engenharia, não constitui por si só proteção coletiva. Ela integra o Sistema de Proteção Individual Contra Quedas (SPIQ), que deve ser planejado de forma completa, incluindo acesso, redução de riscos, seleção de EPIs compatíveis, análise da zona livre de queda, capacitação e planos de resgate.
Seguindo essa evolução, o Anexo III da NR-35 entrou em vigor no início de 2026, priorizando meios de acesso mais seguros e exigindo proteção contra quedas em escadas fixas verticais, além de inspeção periódica, rastreabilidade e controle do ciclo de vida desses equipamentos. “É o tipo de exigência que reduz muito o ‘uso até quebrar’, ainda comum em obras e manutenção”, afirma Santos.
Apesar do avanço normativo, a execução prática ainda apresenta falhas, observa Ivan Bongiovani Júnior, alpinista industrial, instrutor de treinamentos industriais, resgatista e socorrista, técnico em Segurança do Trabalho, graduando em Engenharia Mecânica, instalador e inspetor de sistemas de ancoragem, além de sócio-diretor da PREVESEG-ES. Segundo ele, a baixa maturidade operacional, a pressão por produtividade, os improvisos em campo e os treinamentos feitos apenas para cumprir exigências legais continuam sendo problemas recorrentes.
Ele acrescenta que a cultura organizacional define o padrão real de comportamento nas empresas. “Ainda são comuns práticas como trabalhar sem análise de risco adequada, uso parcial de EPI, improvisação de ancoragens e tolerância ao ‘jeitinho brasileiro’ para ganhar tempo”, aponta.
Principais erros
Apesar dos avanços das últimas décadas, ainda há desafios importantes. Para Burda, as condições de trabalho em altura vêm melhorando com treinamentos mais efetivos, equipamentos mais seguros e maior adoção de sistemas de proteção, mas a evolução ainda é lenta. “Todo acidente pode e deve ser evitado. A mudança já começou, mas ainda há muito a ser implantado e aprimorado para garantir um trabalho realmente seguro”, afirma.
Entre os erros mais comuns na escolha e instalação de sistemas de ancoragem estão falhas conceituais e técnicas. Um dos principais é a crença de que a linha de vida horizontal flexível resolve qualquer cenário de trabalho em altura, criando uma falsa sensação de segurança. As normas preveem cinco tipos de dispositivos de ancoragem (A, B, C, D e E) justamente para permitir a escolha do sistema adequado a cada situação, mas essa diversidade ainda é frequentemente ignorada.
Também são recorrentes a ausência de projeto técnico detalhado, com ART e memorial de cálculo, o dimensionamento inadequado dos pontos de ancoragem e a adoção de sistemas incompatíveis com as rotinas reais de trabalho — o que acaba levando a improvisos. Em inspeções de campo, ainda são observados problemas como ausência de plano de resgate, APR desatualizada, uso de equipamentos vencidos, conexões incorretas e equipes treinadas apenas de forma teórica e sem supervisão.
Outro ponto crítico é a negligência da Zona Livre de Queda (ZLQ), exigida pela NR-35. Sem essa verificação, o sistema pode estar instalado, mas não proteger o trabalhador. As normas se baseiam em três pilares fundamentais: limite de força máxima de 6 kN no usuário, coeficiente de segurança mínimo de 2:1 e garantia da ZLQ necessária. “Ignorar qualquer um desses requisitos pode resultar em sistemas ineficientes — o que é ainda mais grave do que a ausência de proteção, pois cria confiança em uma segurança que não existe”, alerta Burda.
Para Santos, essas falhas também podem desqualificar os sistemas em auditorias e inspeções legais. Segundo o especialista, a distância entre o que as normas exigem e o que é aplicado nas empresas resulta de fatores técnicos, culturais e de gestão. Ainda predomina uma visão fragmentada da segurança, muitas vezes limitada ao uso de EPI, sem encarar o tema como um processo contínuo que envolve planejamento, projeto, inspeção e manutenção. Soma-se a isso a capacitação insuficiente para interpretar as normas e a priorização de soluções de curto prazo, baseadas no custo imediato, que subestimam os impactos financeiros, operacionais e jurídicos de acidentes e interdições.
Para avançar, Santos defende ampliar a formação técnica especializada, fortalecer uma cultura de segurança sistêmica e utilizar métricas e tecnologia para antecipar riscos e garantir a conformidade ao longo do ciclo de vida dos sistemas. “Somente quando a segurança em altura for tratada como estratégia de continuidade operacional, e não apenas como obrigação legal, conseguiremos reduzir de forma sustentável as quedas e suas consequências”, afirma.
Já Bongiovani Júnior destaca que o profissional de SST precisa sair do foco exclusivamente documental e atuar mais no campo, com presença operacional, auditoria comportamental, orientação prática e postura técnica firme, além de buscar atualização constante.
Avanços e tecnologias
Os sistemas de proteção contra quedas vêm evoluindo com o aprimoramento da engenharia de materiais e da digitalização. No campo dos materiais, componentes inicialmente desenvolvidos para esportes de altura passaram a ser incorporados à indústria, como conectores de duralumínio e fibras têxteis mais leves e resistentes. Além da poliamida e do poliéster — já tradicionais —, materiais como kevlar e HMPE (polietileno de ultra alto peso molecular) começam a ganhar espaço, permitindo equipamentos mais leves, produtivos e duráveis sem comprometer a segurança.
Os absorvedores de energia dos talabartes também evoluíram. Se antes dependiam de costuras que se rompiam na queda, hoje utilizam fitas projetadas para rasgar de forma controlada, garantindo redução mais eficiente das forças transmitidas ao trabalhador e maior previsibilidade no desempenho, como explica Burda.
No campo da tecnologia, sensores, rastreabilidade digital e sistemas inteligentes estão transformando a inspeção e a gestão dos equipamentos. Plataformas online acessadas por QR Code permitem acompanhar toda a vida útil dos componentes, incluindo validade, histórico de uso, inspeções e manutenções. Essa rastreabilidade facilita a tomada de decisão de gestores e inspetores, garante o descarte correto e reduz o risco de reutilização indevida. “Eles nos livram de muitos controles em papel, sujeitos a extravios e de difícil consulta”, ressalta Burda.
Apesar dos avanços, a adoção dessas ferramentas ainda enfrenta barreiras culturais. Bongiovani Júnior observa resistência relacionada à capacitação e a modelos operacionais mais tradicionais, mas destaca que empresas que implementaram checklists digitais, rastreabilidade de EPI e controle eletrônico de permissões já registram redução de falhas e não conformidades.
Para Elton Renan Fagundes, C.O da Acesso Alpinismo e Resgate Industrial, a tecnologia fortalece a disciplina e a cultura de segurança, mas não substitui o fator humano. “Na maioria das vezes, a falha é humana, não dos equipamentos. Temos boas normas, mas ainda é preciso evoluir na visão, no entendimento e no comportamento em relação ao trabalho em altura”, afirma.
Ele reforça que a capacitação prática continua sendo decisiva e que a escolha adequada do sistema de ancoragem influencia diretamente o comportamento do trabalhador. A análise de riscos, a definição correta dos pontos, a instalação por equipes qualificadas e o uso adequado em campo reduzem improvisos, aumentam a confiança no sistema e favorecem o cumprimento das orientações de segurança.
Para os especialistas, convencer gestores de que sistemas de ancoragem são investimento — e não custo — ainda é um desafio. Acidentes em altura trazem impactos financeiros, operacionais e sociais elevados. Quando bem projetados, os sistemas reduzem acidentes, aumentam a produtividade e diminuem a exposição a riscos jurídicos e reputacionais.
O primeiro passo para essa transformação é o engajamento real da liderança. Sem o exemplo e a cobrança da gestão, nenhuma política de segurança se sustenta.
Destaques do mercado
AGMOV
A AGMOV atua como fabricante e desenvolvedora de soluções de engenharia voltadas à segurança do trabalho, com foco em proteção coletiva (EPC) e mitigação de riscos em atividades em altura. A empresa oferece sistemas de ancoragem estruturais fixos e móveis, dispositivos de acesso seguro e proteção perimetral, além de soluções customizadas de prevenção de quedas desenvolvidas a partir de análise preliminar e inventário de riscos. Seus projetos incluem componentes compatíveis com linhas de vida, trilhos e trava-quedas, sempre dimensionados conforme as cargas e as condições reais de uso. Entre as tecnologias incorporadas estão engenharia mecânica e estrutural aplicada, uso de compósitos estruturais, polímeros técnicos e ligas metálicas tratadas, além de design funcional e ergonômico para reduzir posturas forçadas e falhas operacionais. As soluções são desenvolvidas sob medida, com base em análise de risco, para aumentar a confiabilidade dos sistemas, reduzir improvisos e ampliar a adesão dos trabalhadores às práticas seguras. “Oferecemos diagnóstico técnico em campo, consultoria de engenharia, desenvolvimento e validação de projetos, acompanhamento pós-implantação e suporte técnico especializado, incluindo orientações operacionais e manutenção preventiva”, acrescenta Vagner Martin, diretor comercial.
BONIER
Fabricante especializada em dispositivos de ancoragem e macas de resgate, a Bonier oferece uma linha completa para trabalho em altura. Entre os destaques estão o ponto de ancoragem fixo Ancopro (Tipo A), os dispositivos transportáveis Ancorall, Prollude e Track (Tipo B), e a linha de vida horizontal flexível LOOP (Tipo C), com ancoragens de extremidade e intermediárias, tensor com indicador de tensão, absorvedor de energia e pontos móveis de ancoragem. A empresa também produz linha horizontal rígida leve (Tipo D), indicada para locais com baixa zona livre de queda, além de soluções para escadas verticais conforme a NBR 14627, placas de ancoragem e protetores de quinas. Todos os produtos seguem normas vigentes e possuem rastreabilidade. Entre as tecnologias, destaca-se o absorvedor de energia patenteado da linha LOOP, que reduz as cargas geradas na retenção de quedas e otimiza a ZLQ, permitindo instalação em locais onde sistemas tradicionais não seriam viáveis. A empresa disponibiliza documentação técnica completa, fichas, manuais e sistema de rastreabilidade para acompanhamento das inspeções ao longo da vida útil. A Bonier oferece suporte técnico ao instalador desde o desenvolvimento do projeto, análise de cargas e fornecimento de blocos para desenhos 3D até orientações de uso e instalação, além de capacitações em sistemas de ancoragem em parceria com centros de treinamento.
BRASIMPEX
Distribuidora exclusiva ou master de marcas reconhecidas em soluções para trabalho em altura e resgate, a Brasimpex oferece portfólio completo que inclui torre de salvamento, sistemas de ancoragem móvel e equipamentos como descensores automáticos, cintos paraquedistas, mosquetões em alumínio e aço, polias, trava-quedas, capacetes, luvas, cordas, fitas e o sistema MILAN de elevação automática com opção de acionamento por parafusadora. As soluções são importadas e certificadas internacionalmente, garantindo alto padrão de segurança e qualidade. Há mais de 30 anos, a Brasimpex fornece equipamentos para profissionais de resgate, com forte atuação junto a bombeiros e polícias militares em todo o território nacional. “Além dos produtos, oferecemos treinamentos, consultoria para projetos personalizados e atendimento pós-venda com garantia dos equipamentos”, complementa Jean-Marc Sublon, gerente comercial.
CONECT
Com 30 anos de atuação, a Conect é distribuidora de soluções de alto padrão em segurança do trabalho, com portfólio que integra EPIs e EPCs voltados a proteção contra quedas e resgate. A empresa fornece linhas de vida horizontais e verticais, sistemas de ancoragem e equipamentos para acesso e resgate em altura e espaços confinados. Além disso, dimensiona linhas de vida de alto desempenho para aplicações como telhados, pontes rolantes e operações logísticas. As soluções incluem linhas flexíveis com absorvedores de energia que reduzem esforços estruturais e linhas rígidas (trilhos ou vigas), indicadas para locais com baixa Zona Livre de Queda e menor necessidade de manutenção. Os sistemas utilizam materiais como aço inox e alumínio aeronáutico e atendem às normas NR-35 e NBR 16325 e 16489. Entre os destaques está o sistema portátil XTirpa™, ancoragem móvel para acesso e resgate com montagem rápida sem ferramentas. “A eficácia está na compatibilidade entre componentes para limitar a força de impacto no corpo do usuário ao limite normativo nacional e internacional de 6 kN (611 kgf). A aplicação exige cálculo de deflexão e fator de queda, assegurando que a retenção ocorra antes de qualquer contato com obstáculos, transformando a teoria aplicada através das normas em segurança prática absoluta do colaborador”, explica o Engº Maurício Loureiro, gerente sênior de SST.
DOIS DEZ
Fabricante de dispositivos de ancoragem há 15 anos, a Dois Dez oferece portfólio completo com linhas de vida para telhados, sistemas verticais para escadas fixas, pontos de ancoragem, trilhos rígidos, pórticos, sistemas de contrapeso e soluções para carga e descarga de caminhões e taludes. A empresa também representa no Brasil a alemã EDELRID, referência global em equipamentos para resgate, acesso por corda e arborismo, ampliando a oferta de EPIs e sistemas de alto desempenho. A empresa investe continuamente em ensaios técnicos e estruturais para validar a segurança e a eficiência de seus produtos, com certificação ISO 9001 em todo o processo. Entre os lançamentos previstos estão cabos de aço próprios para linhas de vida e uma nova linha de EPIs, incluindo cinturões e trava-quedas retráteis desenvolvidos para integração com seus sistemas de ancoragem. A Dois Dez participa de comitês técnicos da ABNT e oferece inspeção periódica, consultoria pré e pós-obra e treinamentos.
IRUDEK BRASIL
Fabricante e fornecedora de soluções completas para trabalho em altura, acesso por cordas, resgate e espaços confinados, a Irudek oferece portfólio integrado que abrange EPIs contra quedas, dispositivos e sistemas de ancoragem, linhas de vida horizontais e verticais, trilhos rígidos, sistemas pré-engenheirados de proteção, além de sensores e dispositivos de monitoramento. Todas as soluções seguem normas nacionais e internacionais, com foco em desempenho e confiabilidade. Entre os diferenciais tecnológicos está a integração da tecnologia NFC em todos os equipamentos para trabalho em altura, permitindo rastreabilidade ao longo de todo o ciclo de vida. A solução facilita inspeções, acesso ao histórico de uso e verificação de conformidade, contribuindo para reduzir falhas operacionais e aumentar a segurança. “A empresa também oferece dimensionamento técnico de EPIs e sistemas de proteção, projetos customizados, inspeção e reparo de equipamentos, além de treinamentos regulatórios e técnicos, workshops e capacitação para revendas”, conta Eduardo Luiz Batista, gerente técnico.
JCL CABOS
A indústria JCL Cabos de Aço atua na fabricação de cabos e cordoalhas de aço, com soluções voltadas a trabalhos em altura e movimentação de cargas. No portfólio, fornece cabos para linhas de vida e sistemas de ancoragem, trava-quedas, além de lingas de cabos de aço, lingas de cintas e uma linha completa de acessórios para cabos. Os cabos de aço e cordoalhas são certificados pelo Inmetro e seguem uma política rigorosa de qualidade. “Além das certificações exigidas no mercado brasileiro, realizamos análises e testes adicionais em aspectos que muitas vezes não estão contemplados nas certificações tradicionais”, destaca João Tabelião, diretor de Engenharia. Segundo ele, esse nível de controle é fundamental para atender setores de alta exigência, como a indústria automobilística — e a JCL busca ampliar esse padrão para toda a linha de produtos. A empresa também conta com Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) certificado pela ISO 9001:2015, assegurando consistência nos processos industriais e administrativos, com monitoramento periódico de resultados e do nível de satisfação dos clientes. Com estrutura fabril própria e equipe técnica especializada, desenvolve e produz cabos, cordoalhas e lingas sob medida, conforme as especificações de cada projeto, com qualidade, rastreabilidade e segurança. Também apoia o cliente na definição do item mais adequado à aplicação e no atendimento de demandas especiais. Atende de pequenas séries a grandes volumes.
KSTRONG
A KStrong Brasil, integrante do Grupo KS, atua como fabricante de soluções completas para proteção contra quedas, com estrutura local e unidade fabril no Paraná. O portfólio abrange sistemas de ancoragem (fixos e provisórios), linhas de vida horizontais e verticais, trilhos, trava-quedas (retráteis e guiados) e EPIs como cinturões, talabartes e conectores, desenvolvidos em conformidade com normas nacionais e internacionais. Entre as inovações, destaca-se o T-LINE, dispositivo de linha de vida temporário que permite uso em diferentes configurações (horizontal, vertical e diagonal), contribuindo para a redução do efeito pêndulo em caso de queda e ampliando a segurança do trabalhador. A empresa também investe em soluções digitais, como o App Compass, voltado à gestão eletrônica de EPIs, com foco em rastreabilidade, inspeção e controle do ciclo de vida dos equipamentos. “Além dos equipamentos, oferecemos uma estrutura completa de serviços técnicos e educacionais, além de treinamentos focados em nossos produtos e em normas e procedimentos nacionais e internacionais”, expõe Reginaldo Cunha, gerente de Marketing & Negócios.
LIFECINTOS
Fabricante nacional, a Lifecintos atua no desenvolvimento de cinturões de segurança e talabartes para trabalho em altura conforme a NR-35, além de equipamentos voltados a atividades em espaços confinados de acordo com a NR-33. A empresa também produz cintas ergonômicas, com foco em conforto e suporte ao trabalhador durante a execução das atividades. “Além dos equipamentos, oferecemos treinamentos técnicos e comerciais sobre nossos produtos, bem como capacitação para execução de serviços em altura, contribuindo para a correta aplicação das soluções em campo”, declara Débora Kanashiro, gerente comercial.
MUNDO LINHA VIVA
A Mundo Linha Viva atua como fabricante de uniformes e distribuidora de soluções para segurança do trabalho, oferecendo portfólio que inclui EPIs, calçados, luvas, cinturões para trabalho em altura e ferramentas. A empresa também conta com equipe técnica que realiza visitas e apresentações aos clientes para demonstrar a qualidade dos produtos e orientar sobre a correta utilização. Além do fornecimento, oferece treinamentos, consultoria e suporte pós-venda, reforçando a aplicação adequada das soluções em campo.




