Os trabalhadores em todo o mundo estão sentindo – literalmente – na pele os efeitos dos eventos climáticos extremos. No Brasil, a Nota Técnica o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden; acesse a íntegra) em 2026 mostra um aumento contínuo nas últimas quatro décadas da frequência das ondas de calor, com intensificação em todos os Estados desde o início dos anos 2000.
O órgão também aponta para o agravamento desses eventos, especialmente por conta do fenômeno El Niño, intensificado neste e no próximo ano (confira matérias especiais em CIPA & Incêndio).
Eis que o conforto térmico, estabelecido na Norma Regulamentadora 17 (NR-17), ganha mais protagonismo, passando a ser elevado ao patamar da proteção social. Para empresas que atuam com engenharia e isolamento térmico, envolve o acesso a soluções que reduzam a exposição ao calor em ambientes internos.
“Não se trata de eficiência ou de redução do consumo de energia. Estamos falando também de proteger pessoas dos efeitos do calor extremo e preparar os ambientes para a realidade climática que já está acontecendo”, comenta Ricardo Valentini, empresário, engenheiro especialista e CEO do Grupo 3TC, que conta com soluções em isolamento térmico.

Fotos: Grupo 3TC/Divulgação

O material produzido pela empresa conta com uma tecnologia que combina um núcleo de poliestireno expandido (EPS) com polímeros refletivos e atua sobre as três formas de transferência de calor: radiação, condução e convecção.
Ações aos trabalhadores em áreas expostas
Quem atua nas ruas, a exemplo de trabalhadores do campo, garis e agentes de saúde, sabe das intempéries que podem acontecer nessas áreas expostas e nas cidades brasileiras onde a incidência de calor é mais proeminente, medidas de proteção, pausas e até mesmo diminuição da carga horária de atuação estão sendo realizadas.
E não é para menos: dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) revelam que o mês de outubro deste ano já superou temperaturas acima da média em grande parte do país, com desvios superiores a 2°C nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, especialmente em Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais.
Em Sorriso, no Mato Grosso, a Prefeitura implementou em setembro o Decreto nº 1.595, permitindo que os agentes de saúde escolham entre jornada contínua de seis horas (das 7h às 13h) ou a reorganização das visitas para evitar os horários de maior risco térmico, informa matéria do JASB – Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil.
Já em Teresina, a Prefeitura e as empresas do setor de limpeza pública negociaram a redução em uma hora a exposição dos garis ao sol na capital piauiense, sendo iniciar uma hora mais cedo e encerrar no início da tarde, quando a temperatura está mais alta.
“A intenção é evitar o adoecimento da categoria que vem sofrendo com as altas temperaturas em Teresina”, explica Jonatas Miranda, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Limpeza Pública, ao Portal Clube News.


