A Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro, SP) foi palco mais uma vez do “Encontro Nacional de Cipeiros e Cipeiras para o Trabalho Seguro e Saudável”, evento em formato híbrido, em que a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA) teve o protagonismo em discussões e trocas de experiências entre representantes sindicais e categorias.
Em sua segunda edição, o evento abordou temas relevantes como a nova redação da NR- 1, as atualizações das NRs 5 e 17 (sobre CIPA e Ergonomia, respectivamente) e a implementação de medidas para identificação e prevenção dos riscos psicossociais nos ambientes de trabalho.
“As CIPAs têm papel estratégico na prevenção de acidentes e doenças. Precisamos fortalecê-las, garantir formação continuada e respeito à sua autonomia. Não podemos aceitar retrocessos”, sublinhou Eduardo Annunciato (Chicão), presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo e da Federação Nacional dos Trabalhadores em Água, Energia e Meio Ambiente (Fenatema), ao site Rádio Peão Brasil.
Sindicatos e CIPA
O fortalecimento da CIPA e a participação conjunta dos sindicatos também nortearam o encontro, com o enfoque, novamente, nas revisões em relação a NR-5, conforme salientou Dany Moretti, a secretária nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).
“O evento trouxe para nós o desafio de encaminhar à Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP) a necessidade de uma nova revisão da NR-5. Precisamos mudar a forma como hoje é definida a presidência da CIPA, indicada pelo empregador, para garantir maior equilíbrio na representação dos trabalhadores”, frisou a dirigente.
Já os setores químico e petroquímico, Antônio Pereira, Secretário de Saúde do Trabalhador da Confederação Nacional do Ramo Químico (CNQ), que representou o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), destacou os riscos psicossociais a esses trabalhadores. “Debatemos o plano de trabalho dos Cipeiros e as suas necessidades. Essas atividades se tornaram de fundamental importância agora com o aumento de questões psicossociais e o aumento no número de assédios”, finalizou.





