Casos recentes de vazamentos de gás e substâncias tóxicas acendem o alerta para manutenção de equipamentos e instalações estruturais, itens de segurança adequados e o trabalho célere de bombeiros e brigadistas. Em Jequié (BA), um vazamento de amônia (mais neste link) ocorreu em um frigorífico em que 64 trabalhadores foram retirados do local e a área foi isolada.
Segundo informações do g1, o incidente aconteceu em 24/07, durante a manutenção de uma tubulação do estabelecimento. O Corpo de Bombeiros foi acionado e não houve feridos, bem como o entorno do local não precisou ser isolado ou esvaziado.
Em nota, o Frigorífico Vale do Sol (antigo Frisuba) afirmou que imediatamente foram adotados os protocolos de segurança, inclusive “a evacuação preventiva de todos os colaboradores e o isolamento da área afetada, com o objetivo de preservar a integridade física das pessoas e permitir a atuação segura das equipes técnicas”.
Gás estireno no Amazonas
Outro caso de grande repercussão foi o vazamento de gás estireno, que é inflamável e tóxico, registrado na empresa Innova, no Distrito Industrial de Manaus, em 15/07, após o monômero do gás armazenado no reservatório apresentar elevação anormal de temperatura, sendo classificado como “emergência química”.
Na oportunidade, mais de 640 pessoas foram atendidas após a exposição da substância no ambiente de trabalho, segundo levantamento da Prefeitura de Manaus, ou seja, 67% dos pacientes estavam trabalhando quando foram expostos ao produto e relataram um tempo médio de três horas de contato.
O forte odor do produto químico foi percebido em bairros próximos ao Distrito Industrial e levou à evacuação imediata de um shopping localizado nas proximidades da empresa, informou à época matéria do g1.
Em comunicado, o Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal-AM) afirmou que acompanhou o caso e manteve “o diálogo com as empresas, representantes do setor patronal e órgãos competentes para verificar as providências adotadas e defender os interesses da categoria”.
O vazamento foi contido em 19/07 e no dia 22, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) encerrou a atuação na ocorrência. “Realizamos uma nova inspeção e constatamos que o cenário permanece completamente controlado, sem emissão de gases para a atmosfera”, disse o comandante-geral do CBMAM, coronel Orleilso Muniz, e a empresa se comprometeu a desativar a estrutura, procedimento que levará meses, além de a empresa receber multa na casa de R$ 22,4 milhões por órgãos municipais e estaduais, destacou a matéria do g1.
“A autuação da Innova é uma medida necessária para responsabilizar a empresa pelos danos causados à saúde coletiva, e para assegurar que medidas corretivas sejam adotadas”, endossou Maria do Carmo Leão, subsecretária em exercício da Subsecretaria de Gestão de Vigilância Sanitária (Visa Manaus), vinculada à Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).
Segurança industrial
O Instituto Usiminas, em Ipatinga (MG), realizou recentemente o 1º Seminário de Segurança Industrial, com o foco na prevenção de acidentes e aprimorar a resposta conjunta a emergências complexas na região do Vale do Aço, reunindo especialistas, Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) e representantes de grandes indústrias locais, como Usiminas e Aperam.
“Um dos destaques foi a apresentação do Núcleo de Incêndios Industriais e Produtos Perigosos (NIIPP), o primeiro de Minas Gerais, que amplia a capacidade especializada do Corpo de Bombeiros em ambientes industriais”, informa nota do Instituto.
Segundo a entidade, no NIIPP, os militares recebem treinamento especializado em emergências industriais envolvendo produtos perigosos, trabalhando de forma integrada com as empresas da região.





